Trabalho após os 60: cursos e crédito para empreender em SP
Programas estaduais oferecem qualificação gratuita, registro para artesãos e microcrédito para quem quer trabalhar ou empreender após os 60 anos
Voltar ao mercado de trabalho, atualizar conhecimentos ou transformar o artesanato em negócio: para pessoas com 60 anos ou mais em São Paulo, essas possibilidades contam com programas estaduais de apoio. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) oferece cursos gratuitos, registro profissional para artesãos e acesso a microcrédito — serviços que também atendem quem já trabalha e quer dar um novo passo.
Na proximidade do Dia Nacional do Idoso, celebrado em 1º de outubro, vale conhecer as opções e suas diferenças. Qualificação, formalização e empréstimo têm funções distintas: aprender uma habilidade não é o mesmo que registrar uma atividade ou assumir uma dívida para investir.
Cursos gratuitos para o público 60+
A SDE disponibiliza oportunidades de qualificação profissional por meio do portal Trampolim e do Qualifica SP. A proposta inclui requalificação para retornar ao mercado, aproveitando a experiência adquirida, e atualização em temas como inteligência artificial, inovação e novas ferramentas do cotidiano.
O Qualifica SP 60+ busca desenvolver habilidades e apoiar negócios de empreendedores maduros. Segundo a secretaria, uma nova oferta de cursos está prevista para outubro, com 90 vagas e inscrições até o dia 12. Os portais dos programas são os canais para consultar as oportunidades.
Lançado em 2025, o programa já ofertou 1,4 mil vagas para pessoas idosas e registra taxa de conclusão de 75,5%. O objetivo não se limita à recolocação: também contempla quem deseja seguir na ativa e ampliar conhecimentos.
Carteira do Artesão e formalização
Para quem produz peças artesanais, o programa Empreendedor Artesão permite solicitar a Carteira do Artesão. O processo exige o envio de fotos dos produtos e de um vídeo com o rosto do candidato e o passo a passo da produção.
A equipe técnica da SDE analisa se a técnica e a matéria-prima atendem aos critérios da atividade artesanal. Portanto, o envio do material é uma etapa de avaliação, não uma garantia de aprovação.
Com a formalização, o artesão pode acessar políticas públicas estaduais, cursos de qualificação empreendedora, apoio técnico e participação em feiras. É uma possibilidade para quem busca ampliar os espaços de atuação do próprio trabalho.
Microcrédito para investir no negócio
O Banco do Povo Paulista atende empreendedores formais e informais. A liberação do empréstimo exige a realização de um curso de qualificação empreendedora, e o pagamento é parcelado.
Segundo dados divulgados pela SDE, desde 2023 o público 60+ realizou mais de 4,2 mil operações de crédito, somando R$ 69 milhões em desembolsos. Esses números mostram o uso do serviço, mas não garantem aprovação de novos pedidos.
Para escolher o caminho, vale partir da necessidade concreta: atualizar conhecimentos, formalizar o artesanato ou financiar melhorias. No caso do crédito, avaliar as parcelas e o orçamento do negócio ajuda a diferenciar uma oportunidade de investimento de um compromisso financeiro difícil de sustentar.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



