IA nas compras de indiretos: mais estratégia e menos tarefas repetitivas
Inteligência artificial transforma processos e amplia papel estratégico na contratação de serviços
Contratar serviços como agências, consultorias ou fornecedores de tecnologia vai além da simples negociação de preços. A inteligência artificial (IA) está transformando a área de compras de indiretos, que passa a ocupar um espaço estratégico nas empresas. Para os profissionais envolvidos, a mudança é clara: menos tarefas repetitivas e mais foco na qualidade das decisões.
Esse cenário é detalhado em um material divulgado pela BPool, plataforma especializada em contratação e gestão de serviços de marketing. O documento apresenta dez tendências que explicam a evolução das compras de indiretos — que englobam categorias essenciais para o funcionamento das organizações, como marketing, tecnologia, consultoria e eventos.
Novas dinâmicas na rotina de compras
Embora a redução de custos e o controle de contratos continuem sendo funções importantes, a área de compras agora também é demandada para conectar equipes a especialistas e fornecedores qualificados com maior agilidade. O foco deixa de ser exclusivamente a negociação para incluir análise de dados, gestão de relacionamentos e a busca por soluções alinhadas às necessidades internas.
O material destaca três mudanças principais que ilustram essa nova rotina:
- Processos simplificados: eliminação de retrabalho, redução de etapas manuais e caminhos desnecessários na contratação.
- Maior autonomia: facilitação do acesso das equipes a fornecedores e serviços por meio de modelos de autosserviço.
- Dados integrados: consolidação de informações sobre despesas, riscos e desempenho para apoiar decisões em tempo real, além da produção de relatórios históricos.
Automação como meio, não fim
Segundo a pesquisa “The State of AI”, da McKinsey, 88% das organizações já utilizam IA em pelo menos uma função de negócio, mas a maioria ainda está nos estágios iniciais de expansão dessa tecnologia. Outra pesquisa, da KPMG, indica que 96% dos executivos de compras e terceirização já avançaram em iniciativas relacionadas à IA generativa. A consultoria estima que entre 50% e 80% das tarefas atuais de compras podem ser automatizadas ou migradas para modelos de autosserviço, dependendo do processo e da maturidade tecnológica da empresa.
Esses dados indicam que a automação não é uma transformação pronta, mas uma oportunidade para liberar os profissionais para atividades mais estratégicas, como inteligência de mercado e gestão de relacionamentos.
Agilidade com controle e gestão de riscos
A transformação digital na área de compras também envolve a gestão contínua de riscos relacionados à segurança cibernética, mudanças regulatórias, sustentabilidade e dependência de fornecedores. Simplificar a experiência do cliente interno não significa abrir mão do controle e da conformidade. Pelo contrário, uma experiência aprimorada pode aumentar a adesão aos processos oficiais e fortalecer o compliance.
De acordo com a avaliação da BPool, o diferencial competitivo está na capacidade das empresas de organizar dados, estruturar processos e conectar fornecedores de forma eficiente. O desafio é usar a tecnologia para tornar o trabalho menos burocrático, mantendo a qualidade e a segurança nas decisões.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



