Envelhecimento ativo: autonomia e prevenção de quedas após os 70
Manter força e mobilidade ajuda a preservar a independência na velhice; cuidados com a casa também entram na prevenção de quedas.
Continuar caminhando, viajar ou conseguir ir ao mercado sozinha: o envelhecimento ativo pode ter significados diferentes, mas passa por um objetivo comum — preservar a autonomia. Na mensagem para o Dia Internacional da Pessoa Idosa, celebrado em 1º de outubro, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia — Regional Paraná (SBOT-PR) destaca que a idade não deve definir, sozinha, os limites de uma pessoa.
O tema ganha relevância em um país que envelhece. Segundo dados do IBGE citados no material da entidade, a população brasileira com 60 anos ou mais chegou a 34,1 milhões em 2024, ante 22 milhões em 2012. Em 2024, a expectativa de vida alcançou 76,6 anos.
Autonomia além da idade
Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), envelhecer de forma saudável não depende apenas da ausência de doenças. O foco está na capacidade funcional: continuar fazendo aquilo que cada pessoa considera importante para sua vida.
Isso ajuda a entender por que duas pessoas da mesma idade podem ter necessidades tão diferentes. Enquanto uma deseja manter a rotina de exercícios, outra pode precisar recuperar a segurança para levantar ou caminhar sem depender de alguém.
“Não existe um paciente padrão aos 70 ou aos 80 anos. Temos pessoas muito ativas e outras bastante frágeis na mesma faixa etária. A idade continua sendo uma informação importante, mas precisamos considerar condição física, doenças associadas, mobilidade, saúde óssea e, principalmente, o que aquela pessoa precisa e deseja recuperar”, explica Thiago S. Busato, presidente da SBOT-PR, no material divulgado pela entidade.
Movimento com segurança
Segundo o Ministério da Saúde, a atividade física regular contribui para preservar autonomia e independência, melhorar equilíbrio e postura, proteger ossos e articulações e reduzir o risco de quedas. As atividades devem ser adequadas às condições individuais.
O objetivo não precisa ser praticar um esporte de alto desempenho. Manter a capacidade de realizar tarefas cotidianas também importa. No tratamento ortopédico, conhecer a rotina e os desejos de cada paciente ajuda a estabelecer o que se pretende recuperar.
Prevenção de quedas em casa
A vida ativa não elimina a necessidade de cuidados. O Ministério da Saúde estima, com base em dados da OMS, que aproximadamente 28% das pessoas idosas sofram pelo menos uma queda por ano, o que representa cerca de 9 milhões de episódios anuais no Brasil.
Perda de força, alterações de equilíbrio, problemas de visão, condições de saúde e alguns medicamentos podem contribuir para esses episódios. Quedas repetidas não devem ser tratadas como uma consequência inevitável da idade.
Entre as recomendações do Ministério da Saúde para o ambiente doméstico estão:
- Manter boa iluminação.
- Retirar obstáculos das áreas de circulação.
- Fixar tapetes.
- Instalar barras de apoio quando necessárias.
Fraturas, especialmente as de quadril, podem exigir cirurgia, hospitalização e recuperação da capacidade de caminhar. Por isso, cuidar da mobilidade significa também proteger a possibilidade de seguir fazendo escolhas e vivendo com o máximo de independência possível.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



