Alzheimer: estudos gratuitos em Curitiba avaliam sintomas graves
Pesquisas investigam agitação, alucinações e delírios; participação é aberta a pacientes com cuidador acompanhante
Pacientes com Alzheimer que apresentam sintomas como agitação, alucinações ou delírios têm a oportunidade de participar gratuitamente de dois estudos clínicos internacionais realizados em Curitiba pelo Centro de Estudos Clínicos do Paraná (CECPAR). As pesquisas buscam novas alternativas de tratamento para manifestações que comprometem a qualidade de vida dos pacientes e aumentam a sobrecarga dos cuidadores.
Os estudos são conduzidos sob a direção clínica do médico e investigador Luiz Fernando Petry, e estão com vagas abertas para novos participantes. A participação depende do cumprimento dos critérios de cada protocolo e de uma etapa de triagem realizada pela equipe do estudo.
Agitação e psicose no Alzheimer
Um dos estudos investiga uma nova abordagem para a agitação associada à doença, que pode se manifestar por inquietação, comportamentos agressivos, atividade motora excessiva ou solicitações constantes de atenção. Segundo Petry, a agitação pode atingir cerca de metade dos pacientes e está relacionada à piora da qualidade de vida e ao aumento da sobrecarga dos cuidadores. As opções atuais para tratar a agitação têm eficácia limitada e podem causar efeitos adversos, especialmente em idosos, o que reforça a importância da pesquisa por novas alternativas.
O segundo estudo avalia uma abordagem para a psicose associada ao Alzheimer, que inclui alucinações e delírios. Alucinações são percepções de coisas que não existem, enquanto delírios são crenças falsas mantidas mesmo sem evidências, como acreditar que um familiar é um impostor. Atualmente, não há tratamento farmacológico aprovado especificamente para a psicose associada à doença, e a pesquisa busca avaliar a eficácia e segurança de uma substância para esses sintomas.
Critérios para participação
Podem participar pacientes com idade entre 55 e 95 anos, diagnóstico de Alzheimer e que apresentem há pelo menos dois meses algum dos sintomas relacionados aos estudos. É necessário ter capacidade verbal para compreender e responder às perguntas e seguir os procedimentos da pesquisa, além de contar com um parceiro de estudo ou cuidador que acompanhe o participante nas visitas.
A participação não é automática; os candidatos passam por uma triagem e avaliação diagnóstica abrangente, que pode incluir análise de biomarcadores plasmáticos, conforme os critérios específicos de cada protocolo.
Custos e apoio ao participante
Os custos dos procedimentos previstos nas pesquisas são cobertos pelo CECPAR. Despesas com deslocamento e alimentação relacionadas às visitas são reembolsadas conforme as regras de cada estudo. O acompanhamento do cuidador é fundamental para o sucesso da participação e para garantir o suporte necessário ao paciente durante as visitas.
Esses estudos representam uma esperança para o desenvolvimento de novas opções de tratamento para sintomas graves do Alzheimer, que afetam tanto os pacientes quanto suas redes de cuidado.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



