Pesquisa clínica no RS debate acesso a novos tratamentos

Painel na Health Meeting Brasil 2026 discutiu como fortalecer a pesquisa clínica no Estado e ampliar o acesso dos pacientes à inovação

Como transformar descobertas científicas em tratamentos acessíveis para os pacientes? Essa foi a questão central do painel “Como o Rio Grande do Sul pode se tornar referência nacional em pesquisa clínica?”, realizado em 23 de setembro no Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), em Porto Alegre.

O debate fez parte do 1º Fórum de Pesquisa Clínica para Inovação, Posicionamento e Geração de Valor, promovido durante a Health Meeting Brasil 2026, e foi mediado por Michele Gracioli Schneider, diretora médica da Doctor Clin.

Potencial científico do Rio Grande do Sul

O Estado conta com universidades, hospitais e grupos de pesquisa de destaque na área. Brasil Silva Neto, diretor-presidente do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), ressaltou que quatro das dez instituições presentes no ranking de ensaios clínicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estão no Rio Grande do Sul.

“Temos estruturas hospitalares competitivas, universidades qualificadas e pesquisadores de excelência. Já somos uma referência em pesquisa clínica. O desafio é entender como continuar crescendo e manter essa posição diante de uma concorrência cada vez maior”, afirmou Brasil Silva Neto.

Para Michele Gracioli Schneider, a tradição científica do Estado é um ponto de partida, mas não suficiente para superar os desafios do setor. “Precisamos de estratégias institucionais, infraestrutura, financiamento, segurança regulatória e integração entre os serviços”, destacou.

Avanços e prioridades nas terapias genéticas

O painel também abordou os avanços nas terapias para doenças genéticas. Jonas Alex Morales Saute, professor do Departamento de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e integrante do Serviço de Genética Médica do HCPA, defendeu a necessidade de estabelecer prioridades nos grupos de pesquisa.

“Se queremos ser referência, precisamos ter foco. Estamos vivendo um momento de grandes avanços, com tratamentos que podem atuar diretamente na causa de determinadas doenças. Existe uma janela de oportunidade gigantesca nessa área, e nossa motivação deve ser garantir que os pacientes brasileiros também tenham acesso a essas tecnologias”, explicou Jonas Saute.

Importância da pesquisa clínica integrada

Ampliar a pesquisa clínica envolve mais do que desenvolver novas terapias. É preciso contar com estrutura adequada para conduzir estudos, financiamento, regras claras e integração entre instituições. Esses fatores influenciam a rapidez com que novas alternativas chegam aos pacientes.

A Health Meeting Brasil 2026 reuniu profissionais, pesquisadores, gestores e empresas do setor da saúde em Porto Alegre, com programação até 24 de setembro, incluindo congressos, fóruns e debates sobre inovação, tecnologia, gestão e assistência à saúde.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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