Doação de órgãos: 730 balões dão rosto à fila de transplantes

Campanha do Grupo Bio transforma números em experiência visual e reforça a importância de conversar com a família sobre a doação

Uma fila que não ocupa ruas nem aparece no trânsito das cidades, mas que representa a esperança de milhares de brasileiros, ganhou uma representação visual impactante com 730 balões. A campanha “Uma decisão. Diversas vidas transformadas”, promovida pelo Grupo Bio, utiliza essa imagem para chamar a atenção para a espera por transplantes e incentivar uma conversa fundamental dentro de casa: o desejo de doar órgãos.

Essa ação faz parte do Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, e está alinhada ao Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro. No Brasil, mesmo quando a pessoa manifesta a intenção de ser doadora, a autorização da família é obrigatória após a morte, o que torna essencial que esse desejo seja comunicado antecipadamente para evitar dúvidas em momentos de luto.

O que os balões representam

Na produção da campanha, cada balão simboliza 100 pessoas. Juntos, os 730 balões representam aproximadamente 73 mil brasileiros que aguardavam um transplante de órgão ou tecido, conforme dados apresentados pela iniciativa.

Essa escolha transforma uma estatística difícil de visualizar em uma cena concreta e palpável. Por trás de cada número, há uma história, uma família e a expectativa por uma nova oportunidade de viver. O vídeo da campanha foi gravado na sede do Grupo Bio, em Pinhais (PR), com a participação dos colaboradores da empresa, que seguraram os balões e ajudaram a dar forma à representação visual da fila de transplantes.

Por que conversar em família

Dados do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), indicam que, em 2025, 45% das famílias consultadas recusaram a doação. A campanha destaca que comunicar a decisão aos familiares é uma forma de garantir que o desejo de doar seja respeitado.

“O objetivo da campanha é tornar visível uma realidade que costuma ser percebida apenas por quem vive essa espera. Queremos provocar uma conversa que pode salvar vidas. Quando uma pessoa comunica à família que deseja ser doadora, ela facilita uma decisão que, no momento mais difícil, pode transformar diversas outras vidas”, afirma Hallison Passos de Almeida, diretor comercial do Grupo Bio.

Além de ampliar a discussão sobre a doação de órgãos, a iniciativa propõe uma atitude simples: incluir o tema nas conversas familiares. A decisão individual não encerra o processo, mas informar a família é um passo essencial para que a vontade da pessoa seja considerada.

Uma conversa necessária

O Setembro Verde busca estimular justamente esse diálogo. Ao dar dimensão à fila de transplantes, a campanha convida o público a olhar para os números como vidas que aguardam uma chance. Para muitas famílias, falar sobre doação pode ser desconfortável; ainda assim, a conversa antecipada ajuda a reduzir incertezas quando a decisão precisar ser tomada.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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