Câncer de tireoide é mais comum em mulheres: entenda

Estimativas indicam 16.450 novos casos anuais no Brasil entre 2026 e 2028; diagnóstico preciso pode evitar cirurgias desnecessárias.

O câncer de tireoide deve registrar 16.450 novos casos por ano no Brasil entre 2026 e 2028, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Desses, 13.310 são esperados entre mulheres e 3.140 entre homens, o que representa uma incidência aproximadamente quatro vezes maior no público feminino.

Embora seja um dos tumores mais diagnosticados em mulheres, o câncer de tireoide engloba diferentes tipos de tumores, que variam em comportamento, ritmo de crescimento e opções de tratamento. Por isso, a identificação precisa do tipo de tumor é fundamental para definir a conduta mais adequada para cada paciente.

Por que o câncer de tireoide é mais frequente em mulheres?

A maior ocorrência da doença entre mulheres ainda é objeto de estudos. A literatura médica sugere possíveis relações com fatores hormonais, mas não há uma explicação definitiva para essa diferença. Além disso, a maior frequência de nódulos e outras alterações na tireoide em mulheres pode levar a uma investigação mais frequente da glândula nesse grupo.

A tireoide é uma pequena glândula em formato de borboleta localizada na parte frontal do pescoço. Ela produz hormônios que regulam o metabolismo, os batimentos cardíacos e a temperatura corporal.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico geralmente começa com exame clínico e ultrassonografia, que avalia a estrutura da tireoide e as características dos nódulos. Quando há suspeita, pode ser indicada a punção aspirativa por agulha fina, que coleta células para análise.

É importante destacar que a presença de um nódulo não significa necessariamente câncer, pois a maioria dessas alterações é benigna. No entanto, crescimento do nódulo, alterações persistentes no pescoço, rouquidão, dificuldade para engolir ou respirar e aumento de gânglios linfáticos na região devem ser avaliados por um profissional de saúde.

Nem sempre é preciso operar

Em muitos casos, o câncer de tireoide é descoberto durante exames realizados por outros motivos, sem sintomas aparentes. Para tumores pequenos e de baixo risco, a vigilância ativa pode ser uma alternativa segura, consistindo em acompanhamento periódico para monitorar a estabilidade da lesão.

“A vigilância ativa é uma possibilidade para pacientes selecionados e depende de uma avaliação criteriosa. Levamos em conta o tamanho do tumor, suas características no ultrassom, a localização, a idade e outros fatores clínicos. Se houver sinais de progressão ou características que indiquem maior risco, a estratégia muda e o tratamento pode ser necessário”, explica a oncologista clínica Dra. Pamela Reinaldo Leite, especialista em câncer de cabeça e pescoço da Croma Oncologia.

Essa abordagem não significa abandonar o tratamento, mas evitar intervenções imediatas quando o acompanhamento cuidadoso é seguro. Quando indicado, o tratamento pode incluir cirurgia parcial ou total da tireoide, iodo radioativo e outras terapias para casos avançados ou subtipos específicos.

Prognóstico geralmente favorável

Dados do programa SEER, do National Cancer Institute (NCI), indicam uma sobrevida relativa em cinco anos de 98,3% para pacientes com câncer de tireoide. Quando o tumor está restrito à tireoide, essa taxa chega a 99,9%. No entanto, o prognóstico pode variar conforme o subtipo do tumor, seu tamanho, a extensão da doença e as características individuais do paciente.

Diante de qualquer alteração persistente no pescoço, a recomendação é buscar avaliação médica. O diagnóstico deve ser acompanhado de uma análise individualizada, evitando tanto o pânico quanto a falsa tranquilidade.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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