Bate-Bate Coração já apoiou 515 bebês no Paraná
Programa conecta cinco UTIs neonatais a especialistas em cardiologia pediátrica e amplia suporte a recém-nascidos com cardiopatias congênitas
O cuidado de recém-nascidos com problemas cardíacos ganhou reforço no Paraná. Desde o início das teleconsultorias, em 10 de novembro de 2025, o programa Bate-Bate Coração apoiou o atendimento de 515 bebês com cardiopatias, conectando cinco UTIs neonatais regionais a especialistas em cardiologia pediátrica do Hospital Pequeno Príncipe.
A iniciativa utiliza recursos de Telessaúde para ajudar as equipes locais no diagnóstico, acompanhamento e definição de condutas em situações que exigem avaliação especializada. O suporte remoto é especialmente importante quando a decisão sobre o cuidado precisa ser tomada com rapidez.
Como funciona
Entre o início dos atendimentos e 31 de julho de 2026, foram registrados 539 casos discutidos nas teleconsultorias: 92 em 2025 e 447 em 2026. A diferença em relação ao total de bebês atendidos ocorre porque 24 pacientes começaram o acompanhamento em 2025 e continuaram em 2026.
No período, os especialistas realizaram mais de 1,9 mil teleconsultorias. A estrutura permite a interação em tempo real entre as equipes, o compartilhamento seguro de exames e imagens e o uso de robôs de telepresença junto aos leitos neonatais.
Na prática, os profissionais dos hospitais regionais podem receber apoio para reconhecer sinais de gravidade, discutir a melhor conduta e avaliar se há necessidade de transferência para um serviço de maior complexidade. O objetivo é que cada bebê seja atendido no local mais adequado à sua situação clínica.
Rede regional
O Hospital Pequeno Príncipe mantém conexão com o Hospital Regional do Norte Pioneiro, em Santo Antônio da Platina; o Hospital Norospar, em Umuarama; a Santa Casa de Paranavaí; a Santa Casa de Irati; e o Hospital Regional do Sudoeste Walter Alberto Pecotis, em Francisco Beltrão.
Além do atendimento aos casos mais complexos, o programa apoia a criação de protocolos clínicos, a organização de fluxos assistenciais e a capacitação das equipes. Também foi elaborada uma linha-guia para orientar o cuidado de crianças com cardiopatias congênitas no estado.
Formação das equipes
Desde o início do projeto, as atividades formativas somaram 246 participações e envolveram 174 profissionais das UTIs neonatais participantes. Entre as ações estão cursos de ecocardiograma e outras iniciativas de aperfeiçoamento técnico.
O investimento acumulado no programa entre abril de 2025 e agosto de 2026 foi de R$ 1,9 milhão. Para o secretário de Estado da Saúde, César Neves, a tecnologia aproxima o conhecimento especializado das famílias e fortalece os hospitais regionais.
“Cada teleconsultoria representa uma oportunidade de qualificar o atendimento de um bebê e de dar mais segurança às equipes que estão na ponta. Com o Bate-Bate Coração, o Paraná leva o conhecimento especializado para mais perto das famílias, fortalece os hospitais regionais e organiza uma rede capaz de responder rapidamente às necessidades de cada criança”, afirmou César Neves.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



