Setembro Verde: Esclarecimentos sobre a doação de córneas
Hospital Estadual Vila Alpina esclarece dúvidas comuns para incentivar a doação
A doação de córneas é um gesto que pode devolver a visão e transformar a vida de pessoas que aguardam por um transplante. No entanto, dúvidas e informações incorretas ainda geram receios entre familiares na hora de autorizar a doação.
Durante o Setembro Verde, campanha dedicada à conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos, o Hospital Estadual Vila Alpina, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, esclarece as principais questões relacionadas ao processo de doação de córneas.
O rosto do doador fica deformado?
Não. A retirada das córneas é realizada por uma equipe especializada que preserva a aparência do doador. O procedimento é cuidadoso e não causa alterações visíveis no rosto, permitindo que o velório ocorra normalmente.
Como é feita a retirada da córnea?
Após a autorização da família, profissionais capacitados realizam a captação do tecido. As córneas são então encaminhadas para avaliação e, se consideradas adequadas, são destinadas a pacientes que aguardam pelo transplante.
No transplante, a córnea comprometida do receptor pode ser substituída total ou parcialmente pelo tecido doado, conforme indicação médica e avaliação da equipe responsável.
Quem pode ser doador?
Podem ser doadores pessoas que faleceram entre 2 e 80 anos. A retirada das córneas deve ocorrer em até 12 horas após o falecimento, dependendo da avaliação do profissional responsável.
Problemas de visão como miopia, hipermetropia e astigmatismo não impedem a doação, pois a adequação do tecido é avaliada posteriormente.
É necessária autorização da família?
Sim. No Brasil, a doação de órgãos e tecidos após a morte depende da autorização dos familiares. Por isso, é fundamental que quem deseja ser doador converse previamente com seus entes queridos para que essa vontade seja conhecida.
Após a autorização, o sistema de transplantes identifica os possíveis receptores seguindo critérios técnicos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes. A inscrição na lista de espera é feita pela equipe médica que acompanha o paciente, enquanto o Sistema Estadual de Transplantes gerencia o processo em integração com o sistema nacional.
Renato Cruz, diretor do Hospital Estadual Vila Alpina, reforça a importância de esclarecer essas dúvidas para que as famílias possam tomar decisões informadas e conversar sobre a doação com antecedência.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



