Nova reforma da Previdência pode elevar idade para 67 anos

Estudo propõe mudanças para homens e mulheres, mas não altera as regras atuais do INSS nem os direitos dos segurados em 2026.

Uma nova reforma da Previdência pode voltar ao centro do debate nos próximos meses, mas não há mudança imediata para quem contribui com o INSS. Um estudo técnico organizado pelo economista Armínio Fraga e coordenado por Paulo Tafner propõe elevar gradualmente a idade mínima de aposentadoria para 67 anos, tanto para homens quanto para mulheres.

A ideia seria discutida em uma eventual reforma a partir de 2027. O estudo busca apresentar alternativas aos candidatos à Presidência para lidar com o aumento das despesas previdenciárias em um cenário de envelhecimento da população.

O que está na proposta

Entre as medidas sugeridas estão mudanças na idade mínima, no financiamento da Previdência e nos critérios de acesso a alguns benefícios. O texto também prevê a possibilidade de ajustar a idade de aposentadoria conforme a expectativa de vida avance.

  • elevação gradual da idade mínima para 67 anos, para homens e mulheres;
  • combinação do atual sistema de repartição com um modelo de capitalização;
  • mecanismos que considerem o número de filhos no cálculo do tempo de contribuição das mulheres;
  • aumento da contribuição previdenciária do microempreendedor individual;
  • revisão dos critérios e da forma de concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC);
  • novas regras para professores, policiais e servidores públicos;
  • possibilidade de vincular a idade de aposentadoria à expectativa de vida.

A aposentadoria vai acabar?

Não. A proposta não prevê o fim da aposentadoria pelo INSS, mas pode tornar mais distante o momento de acesso ao benefício e alterar a forma de financiamento do sistema.

Atualmente, a idade mínima da aposentadoria urbana continua em 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, conforme as regras da Reforma da Previdência de 2019. Em 2026, também seguem valendo as regras de transição.

“Uma nova reforma não significa o fim da aposentadoria, mas pode tornar mais distante o momento em que o segurado terá acesso ao benefício. Para quem está no mercado de trabalho, uma mudança na idade mínima pode representar anos adicionais de contribuição e exige atenção ao planejamento previdenciário”, explica Thaís Bertuol Xavier, advogada e consultora jurídica do Previdenciarista.

Quem está perto de se aposentar

Como ainda é apenas uma proposta, o estudo não modifica direitos nem afeta quem já está próximo de cumprir os requisitos atuais. Antes de tomar qualquer decisão, a orientação é conferir o tempo de contribuição, o histórico registrado no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), a existência de direito adquirido e a regra de transição aplicável.

“Quem está próximo de cumprir os requisitos não deve tomar uma decisão baseado apenas na possibilidade de uma nova reforma. É fundamental analisar o histórico previdenciário e verificar se já existe algum direito que possa ser exercido pelas regras atuais”, afirma Thaís.

O debate reforça a importância de acompanhar as regras vigentes e organizar o histórico de contribuições. Caso uma nova reforma avance, essas informações poderão ajudar a avaliar o melhor momento para solicitar a aposentadoria.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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