Como as OPOs fazem do Paraná referência em transplantes
Equipes atuam nos bastidores para acolher famílias e viabilizar doações, mantendo o Paraná entre os destaques nacionais
Quando um órgão precisa ser transplantado com urgência, o processo vai muito além da simples logística. No Paraná, as Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) desempenham um papel essencial nos bastidores, acolhendo famílias, preparando hospitais e coordenando uma rede que já possibilitou mais de 10 mil transplantes desde a criação do Sistema Estadual de Transplantes (SET) em 2011.
Durante o Setembro Verde, mês nacional de conscientização sobre a doação de órgãos, destaca-se a importância desse trabalho, que transforma decisões difíceis em esperança para milhares de pessoas.
Taxa de recusa familiar abaixo da média
Um dos indicadores que evidencia o sucesso do Paraná é a taxa de recusa familiar para doação de órgãos, que atualmente é de 33%, significativamente inferior à média nacional de 45%. Esse resultado é atribuído ao treinamento constante das equipes e à forma humanizada com que as famílias são acolhidas e orientadas.
Profissionais das OPOs e das Equipes Hospitalares de Doação para Transplantes (e-DOTs) não apenas solicitam a doação, mas oferecem suporte, esclarecem dúvidas e acompanham as famílias em um momento delicado, promovendo escuta e cuidado.
Rede descentralizada em quatro regiões
O Paraná conta com quatro OPOs estrategicamente localizadas em Curitiba (Leste), Cascavel (Oeste), Maringá (Noroeste) e Londrina (Norte), totalizando 26 funcionários que atuam em contato permanente com hospitais e equipes de saúde.
Quando um paciente apresenta quadro neurológico grave com possível evolução para morte encefálica, as OPOs participam da validação do diagnóstico, auxiliam na manutenção clínica do potencial doador e preparam a conversa com os familiares.
Após a autorização para doação, as equipes coordenam a captação dos órgãos, reservam centros cirúrgicos, organizam amostras biológicas e, quando necessário, articulam liberações com o Instituto Médico-Legal (IML).
Educação e sensibilização contínuas
Além da atuação direta nos hospitais, as OPOs promovem capacitação permanente para médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais envolvidos no processo, abordando desde a comunicação de más notícias até os cuidados para manter um potencial doador viável.
Na regional de Cascavel, por exemplo, ações como o “Bloco Doação de Órgãos, Fale sobre isso” buscam desmistificar o tema e aproximá-lo da comunidade, tornando a doação um assunto natural no cotidiano.
Os números refletem essa evolução: as doações anuais passaram de 111 em 2011 para 462 em 2025. Entre janeiro e setembro de 2026, foram realizados 1.386 transplantes de órgãos e tecidos no Paraná, com a unidade de Cascavel viabilizando 80 doações efetivas e participando de mais de 256 transplantes no mesmo período.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



