Raiz oleosa e pontas secas: como cuidar dos cachos

A curvatura dos fios pode dificultar a distribuição da oleosidade e exigir estratégias diferentes para o couro cabeludo, o comprimento e as pontas.

Raiz oleosa e pontas secas ao mesmo tempo não é uma contradição — especialmente para quem tem cabelos cacheados ou crespos. A explicação está no próprio formato do fio: as curvas dificultam que a oleosidade natural produzida no couro cabeludo percorra todo o comprimento, deixando a raiz mais carregada e as pontas mais ressecadas.

Um consenso internacional de dermatologistas, publicado em abril de 2026 no Journal of Cosmetic Dermatology, reforçou essa relação após uma revisão da literatura científica. O estudo destacou que a estrutura dos fios com alta curvatura dificulta a distribuição do sebo ao longo da fibra capilar, além de apontar uma maior tendência desses cabelos ao ressecamento, à quebra e a danos provocados por diferentes práticas de cuidado.

Por que raiz e pontas pedem cuidados diferentes?

Nos cabelos lisos, o sebo costuma percorrer a fibra com mais facilidade. Já nos fios cacheados e crespos, a estrutura em espiral funciona como uma barreira para essa distribuição. Por isso, lavar pensando apenas na oleosidade da raiz pode deixar o comprimento ainda mais seco, enquanto evitar a higienização pode favorecer o acúmulo de resíduos no couro cabeludo.

“Durante muito tempo, o cuidado com cabelos cacheados ficou muito concentrado no comprimento, na definição e no controle do ressecamento. Só que existe pele debaixo desse cabelo. O couro cabeludo produz sebo, transpira, acumula resíduos e também precisa estar equilibrado”, explica Rodrigo Nakamura, cofundador da Curl Clinic+.

Lavar menos nem sempre resolve

O intervalo entre as lavagens deve considerar como o couro cabeludo e os fios reagem. Uma limpeza insuficiente pode aumentar a sensação de oleosidade e acúmulo de resíduos. No outro extremo, uma higienização agressiva pode intensificar o ressecamento do comprimento e das pontas.

“Não existe uma guerra entre limpar e hidratar. O ponto é entender onde cada cuidado precisa acontecer”, afirma Nakamura. Na prática, a limpeza deve se concentrar no couro cabeludo, enquanto condicionadores, máscaras e tratamentos hidratantes tendem a ser aplicados no comprimento e nas pontas.

Finalizadores também entram nessa conta

Cremes, óleos, géis e outros produtos não precisam ser vistos como vilões. Porém, quanto maior o uso, mais importante é observar se há resíduos na raiz e se a higienização está funcionando para aquele cabelo. Evitar aplicar produtos diretamente no couro cabeludo pode ajudar a controlar o acúmulo.

Coceira frequente, descamação e oleosidade excessiva não devem ser normalizadas. Esses sinais podem estar relacionados a condições como dermatite seborreica. Se forem persistentes, intensos ou acompanhados de inflamação ou queda, é importante procurar um dermatologista.

Entender que raiz e pontas têm necessidades diferentes ajuda a montar uma rotina mais equilibrada — sem sacrificar a hidratação do comprimento para controlar a oleosidade, nem deixar de limpar o couro cabeludo por medo de ressecar os cachos.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 17 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar