Plano do Instituto Ayrton Senna prevê alcançar 650 mil alunos
Iniciativa de 2026 reúne alfabetização, recomposição da aprendizagem e correção de fluxo em redes públicas de municípios e estados.
Três em cada dez estudantes ainda não atingem o padrão mínimo de alfabetização ao fim do 2º ano do Ensino Fundamental. Embora o índice nacional tenha avançado de 59,2% em 2024 para 66% em 2025, os dados mostram que muitas crianças seguem enfrentando dificuldades para ler e escrever na idade esperada.
É nesse cenário que o Plano Anual Instituto Ayrton Senna 2026 reúne ações de alfabetização, recomposição das aprendizagens, correção de fluxo escolar, gestão e desenvolvimento de competências socioemocionais. A iniciativa deve alcançar mais de 650 mil estudantes de redes públicas de Maceió, Natal, Nova Iguaçu, São Luís, Jaboatão dos Guararapes, Manaus, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.
Alfabetização precisa vir acompanhada de apoio
Os desafios não terminam nos primeiros anos escolares. Segundo o Censo Escolar 2025, 11,3% dos estudantes do Ensino Fundamental público estão em distorção idade-série — quando há atraso de dois anos ou mais em relação à etapa esperada. No Ensino Médio, o percentual chega a 17,6%.
Na prática, isso significa que crianças e adolescentes podem avançar de série carregando lacunas que dificultam o aprendizado de novos conteúdos. Por isso, o plano combina o ensino das habilidades básicas com acompanhamento de quem já está matriculado em etapas posteriores, mas ainda precisa consolidar conhecimentos.
Programas atendem estudantes com defasagem
Entre as ações previstas estão o Se Liga e o Acelera Brasil. O Se Liga é voltado à alfabetização de estudantes do 3º ao 5º ano com distorção idade-série e deve atender 1.845 alunos em cinco municípios: Nova Iguaçu, Manaus, Maceió, Jaboatão dos Guararapes e Natal.
Já o Acelera Brasil é direcionado a estudantes alfabetizados que apresentam atraso escolar. A previsão é atender 2.111 alunos nas mesmas localidades, com foco na consolidação das aprendizagens necessárias para o avanço da trajetória escolar.
As duas soluções incluem acompanhamento pedagógico, formação de educadores, materiais específicos, monitoramento e avaliação. O trabalho começa pela identificação das dificuldades de cada estudante, permitindo uma resposta mais alinhada às necessidades individuais.
Leitura, cultura e autonomia
O Plano Anual também prevê materiais pedagógicos, obras literárias de diferentes gêneros, produção de poemas e atividades audiovisuais relacionadas ao patrimônio cultural local e nacional. A proposta é ampliar o repertório, a interpretação e a autonomia dos estudantes.
“A alfabetização é a base de toda a trajetória escolar, e garantir esse direito exige olhar para todos os estudantes”, afirma Inês Kisil Miskalo, diretora do Instituto Ayrton Senna. Segundo ela, integrar alfabetização, recomposição e correção de fluxo ajuda a enfrentar lacunas e a fortalecer a autonomia dos alunos como estudantes e cidadãos.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



