Inclusão de PCDs vai além das cotas, destaca CEO da Soneda
Minoru Kamachi ressalta barreiras culturais e benefícios econômicos da inclusão real de pessoas com deficiência
No Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, o debate sobre inclusão profissional ganha destaque. Minoru Kamachi, CEO da Soneda, compartilha reflexões sobre os desafios e avanços na inserção de pessoas com deficiência (PCDs) no mercado de trabalho brasileiro.
Segundo dados do IBGE, o Brasil conta com mais de 18 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, mas apenas uma pequena parcela está inserida no mercado formal. Além disso, informações do Ministério do Trabalho indicam que menos de 30% das vagas reservadas pela Lei de Cotas são efetivamente preenchidas, revelando que o problema vai além da legislação e está ligado à implementação prática e a barreiras culturais.
Barreiras culturais e estruturais
Kamachi destaca que as dificuldades enfrentadas pelas PCDs não se limitam a obstáculos físicos. Muitas vezes, preconceitos velados, falta de conhecimento sobre adaptações razoáveis e a percepção equivocada de que a contratação é apenas uma obrigação legal afastam esses profissionais das empresas.
Essa visão restrita ignora evidências de que ambientes inclusivos tendem a ser mais engajados, inovadores e produtivos. A inclusão, portanto, deve ser encarada como parte da cultura organizacional e não como uma ação pontual ou acessória.
Benefícios para empresas e equipes
Do ponto de vista empresarial, a inclusão de PCDs responde a desafios reais, como alta rotatividade, escassez de mão de obra em certas funções e dificuldade em formar equipes comprometidas a longo prazo. Profissionais com deficiência, quando inseridos em ambientes acessíveis e respeitosos, apresentam altos índices de retenção, comprometimento e desempenho.
Na Soneda, a inclusão é integrada à visão de crescimento sustentável, com investimentos em acessibilidade, adaptação de processos e capacitação de lideranças. Esses esforços refletem positivamente no clima organizacional e nos resultados operacionais, além de fortalecerem a empatia e o trabalho em equipe.
Transformação cultural e estratégica
O artigo enfatiza que o próximo passo para o Brasil é uma mudança cultural, na qual as empresas reconheçam as pessoas com deficiência como parte essencial da força de trabalho, e não como exceção ou obrigação legal.
Essa transformação implica revisar processos seletivos, preparar lideranças e criar condições para que profissionais PCDs possam permanecer e crescer nas organizações. Assim, a inclusão deixa de ser apenas cumprimento de norma e passa a integrar a estratégia do negócio, gerando resultados concretos e promovendo dignidade humana.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



