Inclusão é direito: o que cobrar nas eleições de 2026
Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência reforça a urgência de políticas públicas acessíveis e compromisso dos candidatos
Inclusão não é favor, gentileza ou concessão: é direito. Essa mensagem ganha força às vésperas do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, e em um momento de atenção para as eleições de 2026. A data convida a sociedade a refletir não apenas sobre as leis existentes, mas também sobre as barreiras que ainda impedem milhões de pessoas de estudar, trabalhar, circular e participar plenamente da vida pública.
Instituída pela Lei nº 11.133/2005, a data contribuiu para ampliar o debate que fundamentou a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, a Lei nº 13.146/2015. Segundo dados do IBGE, o Brasil tem cerca de 18,6 milhões de pessoas com deficiência com dois anos ou mais, o que representa 8,9% da população nessa faixa etária.
Barreiras além da estrutura física
Uma escada sem alternativa acessível é um exemplo evidente, mas não é o único obstáculo. Informações inacessíveis, escolas despreparadas, serviços públicos pouco acessíveis e empresas que restringem oportunidades profissionais também afastam pessoas com deficiência da participação social.
Em artigo assinado por Wolf Kos, fundador e presidente do Instituto Olga Kos, a inclusão é apresentada como uma responsabilidade permanente, que deve estar presente nas decisões públicas e privadas. O texto destaca que a deficiência não está apenas na condição individual, mas também nas barreiras criadas ou mantidas pela sociedade.
O que cobrar dos candidatos em 2026
Com a proximidade das eleições, a pauta pode ajudar eleitores a analisar planos de governo para além de promessas genéricas. A pergunta central é: quais compromissos serão acompanhados por metas, prazos e resultados verificáveis?
Entre os pontos que podem entrar nessa avaliação estão:
- acessibilidade em escolas, serviços e espaços públicos;
- formação de profissionais para atender diferentes necessidades;
- inclusão no mercado de trabalho;
- investimento em tecnologia assistiva;
- mobilidade, saúde, moradia, cultura e esporte acessíveis;
- participação direta de pessoas com deficiência na formulação de políticas públicas.
Participação política também é acessibilidade
A Lei Brasileira de Inclusão garante às pessoas com deficiência o direito de votar e de serem votadas em igualdade de condições. Em 2026, a Justiça Eleitoral instituiu o programa Seu Voto Importa, voltado à ampliação das condições de participação de eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida.
O desafio, porém, não termina no dia da eleição. Para Wolf Kos, governos e representantes precisam ser cobrados continuamente. Quando uma cidade, escola, empresa ou serviço se torna acessível, toda a sociedade se beneficia. Transformar o reconhecimento legal em realidade exige planejamento, fiscalização e escuta de quem vivencia as barreiras no cotidiano.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



