Paraná tem 1,13 milhão de MEIs: como proteger a renda
Estado é o 4º do país em número de microempreendedores individuais, e trabalho por conta própria exige planejamento para imprevistos
Quando a renda depende diretamente do próprio trabalho, uma doença, um acidente ou uma invalidez pode afetar imediatamente o orçamento familiar. Essa é a realidade de 1,13 milhão de microempreendedores individuais (MEIs) no Paraná, que ocupa a quarta posição no país em número de registros, conforme levantamento do Sebrae e do Dieese.
Desde 2019, o número de MEIs no estado cresceu 93,4%, representando hoje 77,3% dos trabalhadores por conta própria no Paraná. Com o aumento do trabalho autônomo, o planejamento financeiro precisa incluir medidas para garantir a manutenção da renda em períodos de afastamento.
Riscos para quem trabalha por conta própria
Para os MEIs, interromper o trabalho significa também suspender a entrada de dinheiro. Esse risco é especialmente alto em atividades que exigem a presença física do profissional, como construção civil, serviços de beleza e vendas.
As ocupações com maior número de MEIs no Paraná incluem obras de alvenaria (71.171 registros), cabeleireiros, manicures e pedicures (65.036), e promoção de vendas (61.383). Ao todo, 25 atividades concentram 60,6% dos microempreendedores individuais do estado.
Seguro de vida com coberturas ampliadas
O seguro de vida pode ser uma alternativa para proteger a renda desses profissionais. Além da cobertura tradicional por morte, algumas apólices oferecem proteção contra doenças graves, invalidez e incapacidade temporária, conforme as condições contratadas.
Essas coberturas visam reduzir o impacto financeiro quando o profissional precisa se afastar do trabalho. É importante analisar quais situações estão cobertas, os prazos, exclusões e regras para acionamento do benefício.
Planejamento financeiro para proteger a renda
Rafael Cló, CEO e cofundador da Azos, empresa de tecnologia especializada em seguros, destaca que o planejamento financeiro de quem trabalha por conta própria deve considerar não apenas o patrimônio acumulado, mas também a renda futura.
“Quando a renda depende diretamente do trabalho, um imprevisto que afaste o profissional da atividade pode ter um impacto imediato na vida financeira da família. A proteção precisa considerar não apenas o patrimônio que a pessoa já construiu, mas também a renda que ela ainda vai gerar. Esse é um aspecto que muitas vezes fica fora do planejamento do trabalhador por conta própria”, afirma.
O crescimento do empreendedorismo individual no Paraná evidencia que organizar a vida financeira vai além de abrir um CNPJ ou controlar o fluxo de caixa. Para muitas famílias, significa pensar em como manter as despesas essenciais caso a pessoa responsável pela renda precise interromper o trabalho.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



