Como a refrigeração protege alimentos, remédios e energia

Seminário em Porto Alegre destacou eficiência energética, uso responsável da água e manutenção preditiva

A refrigeração está presente em diversos momentos do cotidiano, desde a geladeira doméstica até o transporte e armazenamento de alimentos, medicamentos, vacinas, sangue e órgãos. Apesar de muitas vezes invisível, ela desempenha papel crucial na qualidade dos produtos consumidos e na segurança de processos essenciais.

Esse tema foi o foco do Seminário de Refrigeração realizado em 17 de setembro, durante o Mercofrio 2026, no Centro de Eventos do BarraShoppingSul, em Porto Alegre. Organizado pela Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV), o evento reuniu especialistas para debater eficiência, segurança operacional e qualidade na indústria de alimentos e bebidas.

Da produção à mesa, o frio reduz perdas

Na cadeia de alimentos e bebidas, o controle de temperatura começa muito antes do produto chegar ao consumidor. Produção, armazenamento, transporte e distribuição dependem de sistemas que preservam a qualidade e minimizam perdas.

Um dos destaques foi a apresentação sobre sistemas de casca simples em instalações de refrigeração. O palestrante Carlos Suffert explicou que essa solução reduz pontes térmicas, diminui o risco de condensação e contribui para o menor consumo de energia.

“Com a redução da carga térmica, precisamos de menor potência instalada e, consequentemente, temos menor consumo de energia. Além disso, a solução simplifica a execução e pode reduzir o tempo de obra”, afirmou Suffert.

Eficiência também passa pela água

A disponibilidade de água doce foi outro tema relevante. O especialista Charles Domingues destacou que a Região Sul concentra cerca de 7% da água doce disponível no Brasil e defendeu maior eficiência no uso desse recurso nas atividades industriais.

Dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) apresentados indicam que a irrigação responde por 50,3% da retirada de água para usos consuntivos no país, seguida pelo abastecimento humano (22,3%), indústria (9,9%) e demais usos (17,5%).

“Quando conseguimos tratar e reutilizar de acordo com a necessidade de cada processo, passamos a trabalhar esse recurso de forma muito mais eficiente”, explicou Domingues.

Tecnologia ajuda a antecipar falhas

O seminário também abordou avanços em compressores, controles eletrônicos e eficiência em carga parcial. Segundo o especialista Bernardo Ronchetti, sistemas modernos ajustam a capacidade de operação conforme a demanda, evitando desperdícios.

Outro ponto discutido foi a manutenção preditiva. O monitoramento contínuo de variáveis como pressão, temperatura e consumo de energia, por meio de plataformas de gestão, permite identificar alterações no funcionamento antes que se tornem falhas.

“A manutenção preditiva permite perceber quando o equipamento começa a fugir do padrão e agir antes que ocorra um problema. Mas não basta ter a informação, é preciso saber o que fazer com ela”, destacou Felipe Pereira.

Para o público externo à indústria, os benefícios se traduzem em produtos conservados com mais segurança, menor risco de perdas e processos mais eficientes. O encontro foi concluído com uma mesa-redonda sobre soluções práticas e os caminhos para o futuro do frio industrial.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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