Multipropriedade atrai jovens e cresce no Brasil

Dados dos EUA apontam avanço entre Millennials e Geração Z, enquanto o Brasil supera R$ 100 bilhões em VGV potencial no setor.

Comprar uma casa de férias para uso exclusivo durante poucas semanas por ano tem perdido espaço para a multipropriedade, um modelo em que diferentes pessoas compartilham o uso de um imóvel em períodos determinados. Essa modalidade tem atraído especialmente consumidores mais jovens e se expandido no Brasil.

Nos Estados Unidos, Millennials e integrantes da Geração Z respondem por 76% das aquisições recentes de propriedades compartilhadas e somam 58% da base total de proprietários, segundo o 2026 United States Owners Report, divulgado pela American Resort Development Association (ARDA). O segmento movimentou US$ 10,7 bilhões em 2025.

Por que o modelo chama a atenção dos mais jovens?

O principal atrativo é a possibilidade de adquirir apenas o período de uso desejado, evitando os custos fixos de manutenção de uma segunda residência ociosa. Manutenção, administração e o tempo em que o imóvel ficaria sem uso são fatores que pesam para quem busca flexibilidade e não quer ficar preso a um único destino.

De acordo com o relatório da ARDA, 92% dos proprietários da Geração Z avaliam positivamente a experiência, e 80% recomendam o formato a outras pessoas. A própria Geração Z concentra 54% das compras recentes nos Estados Unidos.

Outro aspecto valorizado por esse público é a operação profissional dos empreendimentos. A presença de marcas hoteleiras, serviços organizados e infraestrutura de lazer são tão importantes quanto a localização do imóvel.

Mercado brasileiro supera R$ 100 bilhões em VGV potencial

No Brasil, o Valor Geral de Vendas (VGV) potencial da multipropriedade ultrapassou R$ 100 bilhões em 2026, conforme estudo da Caio Calfat Real Estate Consulting. O segmento está ativo em 99 municípios, com a região Sul liderando em número de projetos, totalizando 70 empreendimentos.

Penha, em Santa Catarina, conhecida por abrigar o parque temático Beto Carrero World, é um dos destinos que acompanham essa expansão. Segundo o Censo Imobiliário da Brain Inteligência Estratégica, o município registrou R$ 466,1 milhões em VGV de lançamentos no segundo trimestre de 2025, após um aumento de 569% no volume de lançamentos.

Projeto em Penha combina turismo e uso compartilhado

O Amazon Parques & Resorts, empreendimento de multipropriedade sob gestão da Wyndham Hotels & Resorts, avança nesse cenário. O projeto inclui três torres, cerca de 200 unidades e áreas de lazer com temática amazônica, localizado a cinco minutos do parque temático.

A proposta arquitetônica do empreendimento valoriza a sustentabilidade e a integração com a economia local. Para Roberto Know, CEO do Amazon Parques & Resorts, “a convergência entre o novo comportamento financeiro das gerações mais jovens e a maturação imobiliária de cidades fora do eixo das capitais fornece a base econômica para a expansão do setor de multipropriedade. O modelo tem assumido posição de destaque na infraestrutura turística nacional.”

Embora o formato esteja em crescimento, a decisão de compra requer atenção às regras de uso, taxas de manutenção, gestão e condições contratuais de cada projeto. Na prática, a multipropriedade combina patrimônio e experiência de viagem, mas é fundamental avaliar custos e responsabilidades antes de fechar negócio.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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