Carro eletrificado: autonomia pesa mais que tecnologia
Pesquisa da Webmotors revela quanto brasileiros aceitam pagar por carros eletrificados e destaca o impacto do test drive na decisão de compra
Para quem pensa em adquirir um carro eletrificado, a autonomia — ou seja, a distância que o veículo pode percorrer antes de precisar recarregar — é o fator mais valorizado, superando até mesmo recursos tecnológicos avançados. É o que aponta um levantamento da Webmotors Autoinsights, divulgado em setembro de 2026.
Entre os participantes que ainda não possuem um carro híbrido ou elétrico, 62% afirmaram que aceitariam pagar um valor maior por um modelo com maior alcance de rodagem. Esse percentual supera a preferência por tecnologia avançada, como sensores e assistentes de condução, mencionada por 39% dos entrevistados.
Quanto os consumidores estão dispostos a pagar
O estudo também revela as faixas de preço consideradas razoáveis para a compra de um veículo eletrificado entre os que ainda não possuem um:
- 47% consideram adequado pagar até R$ 100 mil;
- 35% indicam uma faixa entre R$ 100 mil e R$ 150 mil;
- 14,3% aceitam valores de até R$ 200 mil;
- menos de 5% consideram faixas acima de R$ 200 mil.
Além da autonomia, outros fatores que justificariam um investimento maior são a manutenção econômica e simples, citada por 38%, e o conforto interno, mencionado por 35%.
Test drive é decisivo para proprietários
Para quem já possui um carro híbrido ou elétrico, a experiência prática ao volante foi o principal gatilho para a compra. O test drive despertou o interesse de 35% dos proprietários entrevistados, enquanto 25% foram atraídos após ver o veículo pessoalmente.
Em 2025, o contato direto com o automóvel também liderou as menções, citado por 44% dos proprietários. Esses dados indicam que, além de pesquisar especificações e preços, vivenciar a condução é uma etapa importante para avaliar se o modelo atende às necessidades do dia a dia.
Custo-benefício é prioridade entre proprietários
Entre os consumidores que já possuem um veículo eletrificado, 68% consideram tolerável investir até R$ 200 mil na compra. As faixas de R$ 100 mil a R$ 150 mil e de R$ 150 mil a R$ 200 mil registraram empate técnico, com 34,3% das indicações cada.
A relação custo-benefício foi apontada como a principal razão de escolha por 67% dos proprietários. Em seguida, aparecem o visual moderno e a conectividade, com 42,5%, o apelo ecológico, com 34%, e a capacidade de rodagem, com 32%.
O levantamento reuniu 1,2 mil participantes que acessaram a plataforma da Webmotors em busca de um veículo em junho de 2026.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



