Menopausa: 6 hábitos que protegem o coração
Queda hormonal pode alterar colesterol e vasos sanguíneos; veja cuidados para reduzir riscos cardiovasculares durante a menopausa.
A menopausa não é uma doença, mas marca uma fase em que a saúde do coração merece atenção redobrada. A redução hormonal da pós-menopausa está associada a alterações no colesterol, maior rigidez arterial e aumento do risco de doenças cardiovasculares, segundo informações reunidas no material de especialistas.
As doenças cardiovasculares são apontadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a principal causa de morte entre mulheres, respondendo por cerca de um terço dos óbitos femininos. A transição para a menopausa, chamada perimenopausa, pode ser um momento estratégico para identificar riscos e ajustar hábitos.
Por que o risco cardiovascular aumenta?
De acordo com o Dr. Anderson Oliveira, médico e professor da pós-graduação em Cardiologia da Afya Goiânia, a queda do estrogênio — hormônio que contribui para a proteção dos vasos sanguíneos — está entre os principais fatores relacionados ao aumento do risco.
“Com a redução hormonal, cresce a probabilidade de infarto, AVC e insuficiência cardíaca, podendo se igualar ao risco observado nos homens ao longo do tempo”, explica.
A Dra. Renata Maksoud, professora e coordenadora de Endocrinologia da Afya Educação Médica, reforça que a menopausa exige acompanhamento, especialmente por causa das mudanças no colesterol e na distribuição de gordura. Ela também destaca que a reposição hormonal não deve ser usada com o objetivo principal de proteger o coração.
Seis cuidados para incluir na rotina
- Faça check-ups regulares: não espere sintomas para monitorar pressão arterial, glicemia e colesterol. Muitas doenças cardiovasculares evoluem de forma silenciosa.
- Pratique atividade física: caminhada, musculação e bicicleta podem ajudar no controle do peso e da pressão arterial, além de contribuir para a saúde cardiovascular.
- Priorize uma alimentação equilibrada: a dieta mediterrânea, com frutas, vegetais, azeite de oliva, peixes e grãos integrais, é citada como uma opção aliada à proteção do coração.
- Abandone o cigarro: após a menopausa, o tabagismo pode potencializar os riscos de infarto e AVC associados à perda da proteção hormonal.
- Cuide do sono: a insônia comum nessa fase pode elevar o cortisol e a inflamação no organismo, fatores relacionados ao risco cardiovascular.
- Reduza o sódio: limitar temperos prontos, ultraprocessados e embutidos ajuda a controlar a ingestão de sal e a retenção de líquidos.
Sintomas também podem ser discretos
Cansaço, falta de ar e mal-estar nem sempre são reconhecidos como sinais de alerta em mulheres. Por isso, mudanças persistentes devem ser avaliadas por um profissional de saúde, mesmo quando não há dor no peito.
O Dr. Leonardo Costa Lopes, médico e professor do curso de Geriatria de Ribeirão Preto, resume a importância da prevenção: “envelhecer não é sinônimo de adoecer”. O acompanhamento deve considerar exames, alimentação, mobilidade, medicamentos, saúde mental e contexto social, permitindo um cuidado mais individualizado.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



