Kaique, do Paraná, rumo ao mundial de profissões técnicas

Estudante de Campo Mourão vai representar o Brasil em Tecnologia Optoeletrônica na WorldSkills Xangai 2026, na China.

De Campo Mourão, no interior do Paraná, para Xangai, na China. Aos 22 anos, Kaique William Ventura Camacho se prepara para representar o Brasil na WorldSkills Xangai 2026, considerada a maior competição de profissões técnicas do mundo. Ele disputa a ocupação Tecnologia Optoeletrônica, área que combina luz, eletrônica e automação.

O embarque está previsto para esta quinta-feira (17). Na 48ª edição da WorldSkills Internacional, Kaique estará entre mais de 1.400 competidores de mais de 70 países. A participação veio depois de ele conquistar a medalha de prata na etapa nacional da WorldSkills Brasil 2025, realizada pela primeira vez no país nessa modalidade, e assumir a vaga brasileira após o medalhista de ouro informar que não poderia seguir para a disputa mundial.

Uma área que une luz, eletrônica e automação

A Tecnologia Optoeletrônica ainda é uma ocupação emergente. Na prática, envolve o uso conjunto de componentes ópticos e elétricos, com aplicações que vão da automação residencial a painéis de LED, telas de marketing, fachadas de lojas e mangueiras luminosas.

“É uma tecnologia que está emergindo”, explica Kaique. Segundo ele, a área mescla “a parte ótica (luz e fótons) e a elétrica, mais voltada pra eletrônica”. O curso Técnico em Eletrotécnica, concluído no Senai Paraná, ajudou a formar uma base ampla, com conteúdos de elétrica residencial, elétrica industrial, eletrônica e automação.

Da empresa da família ao treinamento intenso

O interesse pela automação começou antes da competição. Kaique passou a trabalhar na empresa do pai, voltada a equipamentos para a área de alimentos, atuando com elétrica, eletrônica e automação. Foi nesse ambiente que, segundo ele, descobriu a própria vocação.

A preparação exigiu escolhas. Em determinado período, ele trabalhava pela manhã, treinava à tarde e cursava Engenharia Eletrônica à noite. “Foi um tempo muito, muito difícil”, conta. Para se dedicar à etapa nacional, deixou o trabalho na empresa da família e, mais recentemente, também interrompeu a graduação temporariamente para concentrar esforços no treinamento.

Três gerações ligadas ao Senai

A relação de Kaique com a educação profissional também atravessa a história familiar. O avô, Tede William Gomes Camacho, foi professor e gerente de unidades do Senai. O pai, Eder William Costa Camacho, trabalhou como técnico de ensino e depois assumiu a gerência da unidade de Campo Mourão, onde Kaique estudou. Um tio também lecionou na instituição.

“Sou a terceira geração da minha família no Senai”, resume. Para o competidor, a WorldSkills representa mais do que uma medalha: a experiência mudou sua forma de trabalhar, tornando-o mais ágil e lógico. Agora, ele chega à China ao lado de outros quatro competidores paranaenses, levando para o mundial a formação técnica, a experiência prática e uma trajetória construída em família.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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