Indústria reforça segurança na produção de vitaminas líquidas no inverno

Alta demanda por vitaminas impulsiona controle rigoroso de higiene, dosagem e qualidade em suplementos líquidos

Com a chegada do inverno, a busca por vitaminas e suplementos líquidos cresce significativamente, impulsionada pela preocupação com a saúde respiratória e o sistema imunológico. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (ABIAD) indicam que o consumo aparente de vitaminas aumentou 24,6% nos 12 meses encerrados em setembro de 2025. No mesmo período, as importações de vitaminas subiram cerca de 20%, totalizando aproximadamente US$ 325 milhões em 2025, contra US$ 271 milhões no ano anterior.

Processo rigoroso para garantir qualidade e segurança

A produção de vitaminas líquidas envolve diversas etapas, como preparação dos ingredientes, dissolução, mistura, dosagem, filtração, esterilização, transferência entre tanques e envase. Cada fase demanda controle preciso de vazão, temperatura, pressão e limpeza para assegurar a uniformidade e segurança do produto final.

As válvulas sanitárias desempenham papel fundamental nesse processo, controlando o fluxo dos líquidos e garantindo a dosagem correta. Matheus Amorim, supervisor de Vendas Externas da GEMÜ do Brasil, destaca que “uma variação na dosagem, uma vedação inadequada ou a retenção de resíduos pode afetar o lote inteiro”. Por isso, a escolha do equipamento considera fatores como o tipo de produto, temperatura, pressão, método de limpeza e frequência de operação.

Durante a mistura e dosagem, o controle rigoroso evita variações na concentração do suplemento. Na transferência entre tanques, a vedação impede vazamentos e contato com o ambiente externo. No envase, a repetibilidade assegura que cada frasco receba a quantidade correta do produto.

Limpeza eficiente para evitar contaminações

Outro aspecto essencial é o design interno dos componentes, que deve facilitar a drenagem e minimizar áreas de retenção para evitar acúmulo de resíduos. Sistemas configurados para limpeza in loco (CIP) e esterilização in loco (SIP) permitem higienizar e esterilizar as linhas sem desmontagem, utilizando métodos validados como vapor.

Além disso, sensores e indicadores de posição monitoram a abertura, fechamento e condições operacionais das válvulas, auxiliando na identificação de desvios e na programação de manutenções preventivas, reduzindo paradas inesperadas.

As válvulas de diafragma são frequentemente utilizadas em aplicações sanitárias, pois o fluido entra em contato apenas com o corpo da válvula e o diafragma, mantendo o mecanismo de acionamento separado e atendendo a exigências higiênicas elevadas.

Regulamentação da comunicação sobre suplementos

Embora o interesse por vitaminas aumente no inverno, a divulgação desses produtos deve seguir as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Suplementos alimentares não são medicamentos e não podem ser promovidos com alegações de prevenção, tratamento ou cura de doenças, nem com promessas genéricas de “aumento da imunidade”.

Quando atendem às condições estabelecidas, os produtos podem apresentar afirmações específicas, como “a vitamina C, que auxilia no funcionamento do sistema imune” e “a vitamina D, que auxilia no funcionamento do sistema imune”. Essa distinção é importante desde o desenvolvimento da fórmula até a rotulagem e publicidade.

Segundo Matheus Amorim, “a indústria precisa combinar comunicação responsável com um processo produtivo controlado. Não basta selecionar bons ingredientes; é preciso garantir que mistura, dosagem, limpeza, transferência e envase ocorram conforme os parâmetros definidos para cada produto”.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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