HIV: SUS amplia opções de tratamento para perfis específicos
Ministério da Saúde define critérios para uso de BIC/FTC/TAF em adultos, crianças e adolescentes
O Ministério da Saúde divulgou a Nota Técnica nº 104/2026-CGHA/.DATHI/SVSA/MS, que estabelece critérios para o uso da combinação antirretroviral bictegravir 50 mg, emtricitabina 200 mg e tenofovir alafenamida 25 mg (BIC/FTC/TAF) no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa atualização amplia as opções terapêuticas disponíveis para pessoas vivendo com HIV ou aids, contemplando perfis clínicos específicos.
A orientação define quando o medicamento pode ser iniciado ou utilizado como substituição em esquemas antirretrovirais, considerando as condições clínicas individuais e sempre sob acompanhamento profissional.
Perfis elegíveis para o uso da combinação
Entre os critérios estabelecidos, estão pessoas vivendo com HIV que apresentam supressão viral sustentada em determinados esquemas antirretrovirais. Também são contemplados adultos com 18 anos ou mais que tenham contraindicação ao uso do fumarato de tenofovir desoproxila (TDF) devido a questões renais ou ósseas.
Além disso, a Nota Técnica inclui pacientes em situações específicas de falha virológica ou baixa viremia, bem como crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos com peso mínimo de 25 kg. A indicação do medicamento depende da avaliação clínica e do cumprimento dos critérios definidos pelo Ministério da Saúde.
Importância do cuidado individualizado ao longo da vida
Com os avanços no diagnóstico e tratamento, muitas pessoas vivem por décadas com HIV, o que exige atenção a fatores como envelhecimento, comorbidades, uso concomitante de múltiplos medicamentos, interações medicamentosas, adesão e tolerabilidade, além dos impactos na função renal e óssea.
A ampliação das opções terapêuticas permite que as equipes de saúde escolham o esquema mais adequado para cada paciente, respeitando os critérios da rede pública. A Nota Técnica também especifica quais casos dispensam avaliação da Câmara Técnica Estadual e quais requerem análise complementar.
Implementação e organização no SUS
A implementação da nova orientação envolve a organização dos fluxos de prescrição e dispensação, a programação de aquisição e distribuição pelo Ministério da Saúde, além do alinhamento dos serviços responsáveis pelo acompanhamento dos pacientes em tratamento.
Segundo André Abrahão, diretor médico da Gilead Sciences Brasil, “o cuidado em HIV precisa acompanhar as diferentes necessidades clínicas que podem surgir ao longo da vida. Hoje, muitas pessoas vivem por décadas em tratamento, o que torna cada vez mais importante considerar aspectos como envelhecimento, comorbidades, tolerabilidade, interações medicamentosas, adesão e uso concomitante de múltiplos medicamentos”.
A Nota Técnica reforça a importância de um tratamento individualizado, baseado em critérios técnicos e acompanhamento profissional. Pacientes não devem alterar ou interromper a terapia sem orientação médica.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



