Gangorra térmica: como proteger a respiração
Alternância entre calor seco, frio e chuva pode agravar rinite, asma e sinusite; veja cuidados para manter as vias aéreas protegidas.
Em setembro, a chamada “gangorra térmica” tem marcado o clima brasileiro, com mudanças bruscas entre dias quentes e secos e frentes frias úmidas. Essa oscilação climática pode sobrecarregar o sistema respiratório e agravar crises de rinite, asma, sinusite e bronquite.
A otorrinolaringologista Cristiane Passos Dias Levy, do Hospital Paulista e especialista em alergias respiratórias, destaca que a variação da umidade do ar é o fator ambiental que mais impacta o organismo durante essas transições. “A umidade do ar tende a ter um impacto mais direto e significativo”, afirma. “Tanto a baixa quanto a alta umidade influenciam bastante, mas o ar seco, em especial, é extremamente agressivo para as vias aéreas.”
Por que o ar seco pode piorar as alergias?
Nos dias quentes, a umidade relativa do ar pode cair para menos de 30%, chegando em alguns momentos a níveis inferiores a 20%. O intervalo ideal recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é entre 40% e 60%.
Esse ressecamento compromete a produção de muco nas mucosas do nariz e da garganta, que é uma barreira natural contra poeira, partículas e microrganismos. Como resultado, há maior risco de irritações e sintomas respiratórios. Um estudo publicado na BMC Public Health indica que a exposição prolongada a níveis críticos de baixa umidade pode aumentar em até 6% o risco de infecções respiratórias, especialmente entre crianças.
Frio e umidade também exigem cuidado
Quando a frente fria chega acompanhada de chuva, o cenário muda. Ambientes fechados, úmidos e pouco ventilados favorecem a proliferação de mofo, fungos e ácaros, que são alérgenos que podem agravar quadros de rinite e asma.
“Muita gente acha que só o tempo seco é prejudicial, mas a umidade alta em ambientes abafados também pode agravar quadros respiratórios”, alerta Cristiane. Além disso, a queda repentina de temperatura provoca vasoconstrição nasal e estimula a produção de muco mais denso, facilitando o aparecimento de gripes e resfriados.
Cuidados para atravessar as mudanças de clima
Nos dias quentes e secos, recomenda-se manter a hidratação constante, lavar e hidratar as vias nasais com soro fisiológico e usar umidificadores ou métodos caseiros para aumentar a umidade do ambiente, como bacias com água ou toalhas úmidas.
Nos dias frios e úmidos, é importante ventilar os ambientes abrindo portas e janelas durante parte do dia para evitar o acúmulo de mofo e ácaros. Também é aconselhável evitar o uso prolongado de carpetes e mantas sem higienização frequente, além de lavar ou higienizar casacos e cobertores guardados por muito tempo antes do uso.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



