Tirzepatida: exames essenciais para monitorar a saúde durante o tratamento

Avaliação individualizada de glicemia, rins, fígado, tireoide e estado nutricional é fundamental

O uso da tirzepatida tem crescido significativamente no Brasil, especialmente para o tratamento do diabetes tipo 2 e, mais recentemente, da obesidade. Dados do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) indicam que mais de 181 mil unidades do medicamento foram dispensadas no país desde junho de 2025, mês em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou sua indicação para o controle crônico do peso em adultos com obesidade ou sobrepeso associado a condições de saúde específicas.

Com a popularização da tirzepatida, conhecida como uma das “canetas emagrecedoras”, cresce a importância do acompanhamento profissional para garantir a segurança e eficácia do tratamento. Marcos Kozlowski, responsável técnico do LANAC – Laboratório de Análises Clínicas, destaca que não existe uma lista única de exames para todos os pacientes. “O histórico do paciente, suas condições de saúde, outros medicamentos utilizados e a resposta ao tratamento precisam ser considerados. É o médico quem deve definir quais exames são necessários e com qual periodicidade”, explica.

Exames recomendados para monitoramento

O acompanhamento pode incluir avaliações de diversos indicadores, como:

  • Glicose, hemoglobina glicada e insulina: para monitorar o metabolismo da glicose;
  • Creatinina, ureia e eletrólitos: que fornecem informações sobre a função renal;
  • Marcadores hepáticos e perfil lipídico: para avaliar a função do fígado e o risco cardiometabólico;
  • Hormônios tireoidianos, hemograma, vitaminas e proteínas: que ajudam a analisar o estado geral e nutricional do paciente;
  • Amilase e lipase: exames pancreáticos que podem ser solicitados conforme indicação clínica.

Mais que o número na balança

Durante a perda de peso, é fundamental que a avaliação não se limite apenas ao peso corporal. Exames laboratoriais, aliados à avaliação clínica, permitem uma visão mais ampla do organismo, auxiliando o profissional de saúde a tomar decisões individualizadas para cada paciente.

“Tirzepatida é um medicamento e não deve ser utilizada sem acompanhamento. Os exames laboratoriais também não substituem a consulta médica. Eles são ferramentas para que o médico possa acompanhar a saúde do paciente e tomar decisões com mais informações”, reforça Kozlowski.

O cenário brasileiro reforça a necessidade desse acompanhamento: dados do Vigitel 2024, do Ministério da Saúde, indicam que 62,6% dos adultos nas capitais brasileiras e no Distrito Federal apresentam excesso de peso, e 25,7% têm obesidade. Diante disso, é fundamental que o tratamento com tirzepatida seja conduzido sob orientação médica, evitando a automedicação ou alterações no uso do medicamento sem supervisão profissional.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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