Pesquisa destaca desafios das mulheres motociclistas no trabalho
Levantamento apresentado em cúpula nacional revela pressão por produtividade e baixa adesão a cursos de trânsito
Na Cúpula Nacional Movimento Brasil Sobre Rodas, realizada em 10 de setembro na sede da FIESP, em São Paulo, foi apresentada a Pesquisa Nacional sobre o Comportamento dos Motociclistas, conduzida pelo Instituto Qualisa de Gestão (IQG) com mil participantes. O evento, promovido pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e pela FIESP, contou com a participação da SBOT-PR, representada pelo ortopedista Dr. Décio De Conti.
Mulheres predominam entre motociclistas com atividade remunerada
O levantamento revelou que 60,3% dos motociclistas que exercem atividade remunerada são do sexo feminino. Além disso, 52,9% desses profissionais estão há menos de um ano na função. Entre os desafios apontados, a pressão por produtividade e entregas rápidas se destaca: 50,2% afirmaram sofrer essa pressão frequentemente, enquanto 40,3% relataram vivenciá-la às vezes.
O uso da motocicleta para trabalho é significativo, com 53% dos entrevistados utilizando o veículo para essa finalidade. Entre os motociclistas de aplicativos, 44% têm entre 18 e 25 anos, e 23,8% atuam como motoboys ou fretistas.
Dr. Décio De Conti destacou que “a pesquisa, realizada em setembro com mil participantes, irá nortear nossas próximas ações. Os dados mostram o crescimento dos motociclistas e o impacto que os acidentes de trânsito têm para a sociedade. Um resultado curioso, por exemplo, é que 53% dos entrevistados utilizam a moto para o trabalho, e 29,8% têm menos de 1 ano de pilotagem, sendo que 56,9% utilizam motos diariamente. Para uso profissional, 35,7% são motociclistas de aplicativos, sendo 44% com idade entre 18 a 25 anos e outros 23,8% trabalham como motoboy/fretista.”
Equipamentos de proteção e riscos identificados
O capacete é o equipamento de proteção mais utilizado, com 93,6% dos motociclistas afirmando usá-lo. No entanto, a adesão a outros equipamentos é menor: jaquetas (68%), luvas (61%) e botas (44%).
O estudo também apontou que 90% dos entrevistados não possuem plano de saúde, e 86,2% reconhecem o risco de paralisia em acidentes de moto. Os principais riscos ao pilotar na cidade incluem cruzamentos (26,2%), pontos cegos (23,6%), falta de sinalização (13,3%), vias esburacadas (12,9%) e veículos grandes (12%).
Educação no trânsito e propostas para segurança
Mais da metade dos participantes (51,4%) não participou de cursos de direção defensiva ou educação no trânsito, embora 84,4% considerem a educação no trânsito muito importante. Quando questionados sobre o respeito às leis de trânsito, 73% admitiram não respeitá-las.
Entre as soluções sugeridas para melhorar a segurança dos motociclistas, destacam-se maior fiscalização (63,1%), criação de motovias (56%), melhoria da pavimentação (40%), limitação de velocidade (36%), instalação de mais radares (35%) e campanhas educativas (33%).
A SBOT e sua regional no Paraná reafirmam o compromisso com a prevenção de acidentes, promoção da saúde e desenvolvimento de soluções para uma mobilidade mais segura.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



