Itália e outros países pedem mais tempo para implantar biometria nas fronteiras europeias

Filas longas e procedimentos variados podem afetar conexões de brasileiros no Espaço Schengen

Brasileiros que planejam viajar para a Europa nas próximas semanas podem encontrar diferentes procedimentos de imigração dependendo do aeroporto de chegada. Itália, Alemanha, Bélgica, França, Grécia, Malta, Países Baixos, Portugal e Suíça ainda não implementaram o Sistema de Entrada/Saída (EES) em todos os seus pontos de fronteira e solicitaram à União Europeia mais tempo para concluir a implantação.

Enquanto alguns aeroportos já coletam fotografia facial e impressões digitais, outros ainda utilizam o controle manual de passaportes. Essa variação pode causar filas longas e atrasos, aumentando o risco de perda de conexões, especialmente em escalas curtas.

Impacto das filas e atrasos nas conexões

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) relatou esperas de até seis horas durante o verão europeu, com passageiros perdendo voos ou conexões devido à demora nos controles migratórios. Entre os desafios estão equipes insuficientes, falhas em equipamentos, instabilidade nos sistemas e diferenças na capacidade de atendimento entre os países.

Em geral, a imigração ocorre no primeiro país de entrada no Espaço Schengen. Por exemplo, um passageiro que viaja do Brasil para Roma com conexão em Lisboa, Paris, Madri ou Frankfurt normalmente passará pelo controle migratório durante a escala, não apenas ao chegar ao destino final.

Segundo a advogada especialista em Direito Migratório Ana Carolina Campara Brittes, “a maior preocupação é com as escalas curtas. Uma demora inesperada na imigração pode comprometer o embarque seguinte, ainda que o primeiro voo tenha chegado no horário”.

Funcionamento do Sistema de Entrada/Saída (EES)

O EES é destinado a cidadãos de fora da União Europeia que entram no Espaço Schengen para estadias de curta duração, até 90 dias dentro de um período de 180 dias. No primeiro registro, são coletados dados pessoais, informações do passaporte, fotografia facial, impressões digitais, data e local de entrada ou saída, além de eventual recusa de entrada.

Crianças com menos de 12 anos não fornecem impressões digitais, mas permanecem sujeitas aos demais controles migratórios. O registro eletrônico substitui gradualmente o carimbo no passaporte, permitindo às autoridades acompanhar o período de permanência e identificar quem ultrapassa o limite autorizado, o que pode resultar em multas, ordens de saída e dificuldades em viagens futuras.

O EES não exige cadastro antecipado nem pagamento por parte dos viajantes. A coleta biométrica é realizada pelas autoridades na fronteira, quando o procedimento estiver disponível. É importante não confundir o EES com o ETIAS, uma autorização eletrônica que será solicitada pela internet antes do embarque, mas que ainda não está em funcionamento.

Orientações para evitar imprevistos

  • Evitar conexões muito curtas, especialmente quando a imigração ocorrer no primeiro aeroporto europeu.
  • Manter passaporte e documentos de viagem acessíveis durante o desembarque.
  • Ter passagem de volta, comprovante de hospedagem e informações sobre a finalidade da viagem.
  • Brasileiros com cidadania europeia devem portar o passaporte europeu válido e apresentá-lo no controle correspondente para evitar o EES.

O passaporte brasileiro continua válido para viagens curtas sem visto, desde que as condições de entrada sejam cumpridas e o limite de permanência respeitado.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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