Festival Paideia 2026 oferece teatro gratuito para crianças e jovens em São Paulo
Evento apresenta 15 espetáculos e oito atividades formativas com artistas de quatro países
Entre os dias 26 de setembro e 1º de outubro, São Paulo será palco da 20ª edição do Festival Internacional Paideia de Teatro para a Infância e Juventude: Uma Janela para a Utopia. Organizado pela Cia. Paideia de Teatro, o evento oferece entrada gratuita e apresenta uma programação diversificada com 15 espetáculos e oito atividades formativas, incluindo oficinas, mesas de reflexão, encontros e palestras.
O festival reúne artistas de quatro países — Brasil, Alemanha, Suíça e Argentina — e de diferentes estados brasileiros, como São Paulo, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal. As apresentações acontecem em quatro espaços culturais na região de Santo Amaro: Teatro Paideia, Sesc Santo Amaro, Centro Cultural Santo Amaro e Teatro Paulo Eiró.
Uma programação que atravessa linguagens e temas
As atrações combinam diversas linguagens artísticas, como teatro, teatro de formas animadas, palhaçaria, dança, música, movimento e teatro documental. Os espetáculos abordam temas relevantes para a infância e juventude, como identidade, pertencimento, memória, liberdade, sexualidade, relações familiares, deslocamentos, meio ambiente, trauma e resiliência.
Entre as produções internacionais, destaca-se PU, der Bär (PU, o urso), da companhia suíça Figurentheater Margrit Gysin. Inspirado livremente nas histórias de Winnie Pooh, o espetáculo utiliza teatro de formas animadas para acompanhar as aventuras do ursinho e seus amigos, valorizando a imaginação e a percepção da felicidade nas pequenas experiências cotidianas.
A Alemanha participa com três espetáculos: The Drop (Queda livre), que aborda os medos e sonhos de jovens durante a pandemia de Covid-19; Blindekuh mit dem Tod (A brincadeira da Cabra Cega com a morte), que recupera memórias de crianças judias de Czernowitz antes e durante a Segunda Guerra Mundial; e Blooom, espetáculo de dança e movimento que investiga transformações e encontros a partir do corpo.
Produções brasileiras e atividades formativas
O Brasil está representado por trabalhos de diferentes regiões e linguagens. Entre eles, Jhuca Tchutchuca em: Esse Sou Eu, da Trupe de Truões (Uberlândia, MG), que acompanha a busca de um adolescente por liberdade para ser quem é; O Concerto – Palhaçaria para Bebês, do Grupo de Teatro e Circo Celeiro das Antas (Brasília, DF), voltado à primeira infância; e A Menina dos Olhos d’Água, do Coletivo Gompa (Porto Alegre, RS), que aborda pertencimento, exílio, deslocamento, perda e superação.
Outras produções nacionais incluem Sonho e Ohnos e Memorável – Histórias Notáveis (São Paulo), Chilique (São Paulo), O Dia da Caça e Semi-breve (Pará), além de Um dia, um rio (São Paulo). A Argentina participa com Tengo una muñeca en el ropero, que acompanha as memórias de infância de Julián e seu processo de enfrentamento da homossexualidade diante da família e dos amigos.
Além dos espetáculos, o festival promove atividades formativas que incluem oficinas, mesas de reflexão, encontros e palestras, fortalecendo o diálogo e a troca de experiências entre artistas, educadores e público.
Para Aglaia Pusch, curadora e diretora do festival, “a arte e o teatro são necessários para o desenvolvimento saudável, criativo, corajoso e tolerante do ser humano”.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



