Estudo da Unesp revela como órbitas de asteroides se estabilizam

Pesquisa premiada analisou a influência da gravidade sobre asteroides próximos às órbitas de Vênus, Terra e Marte.

Um estudo liderado pelo pesquisador Valerio Carruba, da Faculdade de Engenharia e Ciências da Unesp, em Guaratinguetá, investigou um mecanismo que pode ajudar a estabilizar as órbitas de alguns asteroides que compartilham uma dinâmica semelhante à de Vênus, da Terra e de Marte. O trabalho recebeu o CELMEC IX Prize, distinção concedida a artigos originais publicados em coleções especiais da revista Celestial Mechanics and Dynamical Astronomy.

A pesquisa será apresentada entre 14 e 18 de setembro, durante o Encontro Internacional de Mecânica Celeste, em San Martino al Cimino, na Itália. O evento é organizado pela Sociedade Italiana de Mecânica Celeste e Astrodinâmica.

O que são asteroides co-orbitais?

Apesar de não seguirem exatamente o mesmo caminho dos planetas, alguns asteroides levam aproximadamente o mesmo tempo que eles para completar uma volta ao redor do Sol. Essa sincronização é chamada de ressonância de movimento médio 1:1 e dá origem à classificação de asteroides co-orbitais.

Na prática, esses corpos celestes não ficam necessariamente lado a lado com um planeta. Suas órbitas podem ter formatos e posições diferentes, mas existe uma relação no período orbital. A gravidade é o fator que influencia essa movimentação e pode modificar a trajetória ao longo do tempo.

Como a gravidade pode aumentar a estabilidade

O estudo analisou o que acontece quando a ressonância 1:1 se combina com outro fenômeno, conhecido como mecanismo von Zeipel 6Lidov 6Kozai, ou ZLK. Ele provoca oscilae7f5es na excentricidade e na inclinae7e3o das f3rbitas dos asteroides como resultado de perturbae7f5es gravitacionais.

De forma simplificada, quando a excentricidade aumenta, a inclinae7e3o tende a diminuir 6 e o contre1rio tambe9m pode ocorrer. Para investigar essa dine2mica, os pesquisadores fizeram simulae7f5es considerando as perturbae7f5es de todos os planetas do Sistema Solar e da Lua. A ane1lise se concentrou nos co-orbitais de Veanus, da Terra e de Marte.

Os resultados indicam que, para determinados asteroides e configurae7f5es orbitais, a ressone2ncia ZLK pode alterar a geometria da trajetf3ria, reduzir a probabilidade de encontros prf3ximos com planetas e aumentar o tempo de permaneancia naquela configurae7e3o.

9cc9 esse o papel que a ressone2ncia ZLK desempenha: ela pode estabilizar esse objeto. Em vez de ser ejetado, ele pode permanecer em uma f3rbita este1vel por um tempo maior9d, afirma Carruba.

Por que acompanhar esses corpos e9 importante?

O comportamento desses asteroides interessa ao monitoramento espacial porque muitos se3o inste1veis: podem deixar a configurae7e3o co-orbital, migrar para outra regie3o ou ate9 ser ejetados. Essa mudane7a torna mais difedcil prever suas rotas futuras.

Ageancias como a Nasa e a Ageancia Espacial Europeia realizam simulae7f5es e mapeamentos de asteroides que podem se aproximar da Terra. O estudo da Unesp contribui para ampliar a compreense3o sobre os fatores que influenciam essas trajetf3rias 6 especialmente em cene1rios nos quais a gravidade pode favorecer uma permaneancia mais longa e este1vel.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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