Acordo Mercosul-UE abre oportunidades para empresas do Paraná
Estado exportou US$ 2,46 bilhões para a Europa em 2025, mas enfrenta desafios logísticos e regulatórios
O Acordo de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio de 2023, após mais de duas décadas de negociações. No Paraná, as empresas estão se organizando para aproveitar as novas condições e ampliar suas vendas para um mercado de mais de 700 milhões de consumidores.
Em 2025, o Paraná exportou US$ 2,46 bilhões para o bloco europeu, o que representa 10,4% do total das exportações do estado. Esse valor supera as exportações para Argentina, Estados Unidos e México individualmente, evidenciando uma relação comercial já consolidada que o acordo busca potencializar.
Produtos e setores com maior potencial
Os principais produtos exportados para a Europa são ligados ao agronegócio e à agroindústria, setores que lideram a pauta paranaense. Entre eles, destacam-se o farelo de soja, com US$ 950 milhões em vendas, madeira compensada (US$ 203 milhões) e carne de frango in natura (US$ 187 milhões) em 2025.
Além das commodities, o Paraná também exporta produtos de maior valor agregado, como máquinas de terraplanagem, partes de motores para veículos e produtos químicos, que podem se beneficiar da redução de tarifas prevista no acordo.
Desafios logísticos e regulatórios
Para ampliar sua participação no mercado europeu, as empresas paranaenses precisam atender a exigências rigorosas, como certificações fitossanitárias, ambientais e de rastreabilidade compatíveis com as normas europeias. Isso impacta especialmente setores como agroindústria, alimentos, moda, design e produtos com indicação de origem.
Um desafio regulatório importante é o Regulamento europeu de Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que entrará em vigor em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médias empresas. Ele exige comprovação detalhada da origem de commodities como soja, madeira e carne, aumentando a complexidade e o custo da rastreabilidade.
No âmbito da infraestrutura, o Paraná enfrenta gargalos conhecidos, como a necessidade de renegociar concessões de pedágio, ampliar a capacidade do Porto de Paranaguá e destravar a Ferroeste. O transporte rodoviário ainda predomina, elevando custos e dificultando a competitividade.
Preparação e perspectivas
Embora as empresas de maior porte já estejam se adaptando às novas regras e investindo em expansão produtiva, o desafio é estender essa preparação para as médias e pequenas empresas, que representam uma parcela significativa da produção primária e enfrentam maiores dificuldades para cumprir as exigências.
A redução de tarifas oferecida pelo acordo é uma oportunidade, mas não garante resultados automáticos. É necessário combinar investimentos em rastreabilidade, conformidade regulatória e melhorias logísticas para transformar a previsibilidade comercial em crescimento efetivo das exportações do Paraná.
O Acordo Mercosul-União Europeia abre uma janela real de oportunidade para o estado, que depende da ação conjunta do setor produtivo, das autoridades e das cadeias de apoio técnico para superar os desafios e consolidar sua posição no mercado global.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



