Romance de André Giusti explora crise emocional e masculinidade

Em seu primeiro romance, o autor retrata um jornalista diante de perdas, paternidade e busca por sentido

Crise existencial e busca por sentido

Em seu primeiro romance, Só vale a pena se houver encanto, o escritor e jornalista André Giusti apresenta a história de Alessandro Romani, um jornalista e escritor carioca radicado em Brasília. A narrativa acompanha a vida de Alessandro marcada por uma sequência de perdas, incluindo desemprego, separação e morte, enquanto ele lida com os bastidores da cobertura de eventos políticos recentes, como as manifestações de 2013 e a ascensão e queda da primeira presidenta do Brasil.

Um homem diante das fragilidades

Alessandro, pai de três filhas e divorciado, enfrenta uma crise pessoal e profissional que o faz questionar a rotina reduzida a obrigações e contas a pagar. A terapia surge como um espaço para o protagonista confrontar suas escolhas, fragilidades e contradições, refletindo sobre a masculinidade, o silêncio emocional e as dificuldades dos homens em expressar suas dores e pedir ajuda.

O autor destaca que a dor, a decepção, a derrota, o abandono, a frustração, o fracasso e as perdas são parte integrante da vida, e não fatos extracampo a serem ignorados. Essa perspectiva é central para a narrativa, que busca ampliar o sentido da existência diante das adversidades.

Entre autoficção, jornalismo e literatura

Escrito ao longo de onze anos, o livro combina uma prosa coloquial com imagens poéticas, mesclando experiências reais, invenção e memória. Giusti reconhece que o personagem Alessandro Romani foi criado a partir de sua própria experiência, mas também incorpora outras pessoas verdadeiras ou fictícias, aproximando a obra do gênero autoficção.

Com 368 páginas, Só vale a pena se houver encanto é o 11º livro de André Giusti e seu primeiro romance. O autor, que já foi finalista do Prêmio Jabuti em 1997 e semifinalista do Prêmio Oceanos em 2024, tem uma trajetória que une jornalismo e literatura, refletida na construção do protagonista e no olhar atento para a vida pública e privada.

Em um momento em que a saúde mental ganha destaque, a obra propõe uma reflexão sobre amadurecimento, perdas e a busca por encanto mesmo quando a rotina parece desprovida de sentido.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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