Mulheres são maioria na equipe do COB em Santa Fé 2026

Com 58 mulheres na equipe do COB e 43% nas confederações, missão brasileira supera meta de participação feminina no esporte olímpico

A presença feminina será maioria na equipe do Comitê Olímpico do Brasil (COB) nos Jogos Sul-americanos Santa Fé 2026. Ao todo, 58 mulheres vão atuar em diferentes funções na missão brasileira na Argentina, o que representa 53% da equipe.

Esse número supera a meta de participação feminina estabelecida pelo COB em 2024. Nas equipes multidisciplinares indicadas pelas confederações, 79 mulheres compõem 43% do total, com todas as confederações atingindo o percentual mínimo de 30% previsto na estratégia.

Mulheres ocupam funções estratégicas

A delegação brasileira terá Yane Marques como Chefe de Missão. Vice-presidente do COB, Yane é ex-atleta do pentatlo moderno e medalhista olímpica. Joyce Ardies, que já exerceu a função nos Jogos Sul-americanos de Praia Santa Marta 2023, será uma das Subchefes de Missão, ao lado de Bruno Martins.

Em 2026, Poliana Okimoto atuou como Chefe de Missão nos Jogos Sul-Americanos da Juventude, no Panamá. Para o COB, essas nomeações refletem a ampliação da participação feminina em posições de liderança no esporte brasileiro.

Mariana Mello, Gerente de Projetos Esportivos Especiais do COB, destacou que “o percentual de quase 60% de mulheres entre os oficiais indicados pelo COB é extremamente significativo porque demonstra que a equidade de gênero deixou de ser apenas uma meta e passou a se refletir na composição real das equipes que representam o Brasil em eventos internacionais”.

Participação depende de formação contínua

A estratégia do COB vai além da convocação para competições. Em 2021, foi criada a área Mulher no Esporte e, em 2022, a Comissão Mulher no Esporte, com o objetivo de disseminar boas práticas e apoiar as confederações na promoção da participação feminina.

Entre as iniciativas estão programas de capacitação, desenvolvimento profissional, mentorias e suporte técnico. Destacam-se a Mentoria Individualizada Reflexão e Ação, voltada para treinadoras, e o Fórum Mulher no Esporte, que promove troca de conhecimento e conexão entre profissionais do setor.

Mariana Mello ressaltou que “a equidade de gênero não se constrói apenas no momento da convocação para um evento. Ela é resultado de um trabalho contínuo, realizado durante todo o ciclo esportivo”.

Os Jogos Sul-americanos Santa Fé 2026 representam mais uma etapa na busca por maior presença feminina não apenas entre as atletas, mas também na gestão e nas decisões que movimentam o esporte olímpico brasileiro.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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