Enxaqueca: novo remédio amplia prevenção para adultos

Aprovado pela Anvisa, o atogepanto é indicado para adultos com ao menos quatro episódios mensais de enxaqueca.

Para quem vive com enxaqueca, a dor não é apenas um incômodo passageiro: as crises podem atrapalhar o trabalho, os estudos, o sono, os exercícios e a vida social. A aprovação, neste mês, do registro do Aquipta (atogepanto) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) amplia as opções de prevenção para adultos com pelo menos quatro episódios mensais.

O medicamento é de uso oral e foi indicado para a prevenção das formas episódica e crônica da doença. Diferentemente dos remédios usados quando a crise já começou, o atogepanto é tomado continuamente, com o objetivo de reduzir a frequência dos episódios ao longo do tratamento.

Como o novo medicamento age

Segundo o neurologista Heitor Felipe, médico e professor de Neurologia da Afya Educação Médica Goiânia e Brasília, o atogepanto atua sobre o receptor do CGRP, uma das principais vias bioquímicas envolvidas na enxaqueca.

“Ele bloqueia uma das principais vias bioquímicas envolvidas na enxaqueca, por meio do receptor do CGRP. É a primeira classe de medicamentos orais desenvolvida especificamente para a prevenção da doença”, explica o especialista.

Os estudos clínicos de fase 3 ADVANCE e PROGRESS, citados como base para a aprovação, demonstraram redução dos dias mensais de enxaqueca em comparação ao placebo, tanto em pessoas com a forma episódica quanto naquelas com enxaqueca crônica.

Enxaqueca não é uma dor de cabeça comum

A enxaqueca, também chamada de migrânea, costuma provocar dor forte, geralmente pulsátil e em um lado da cabeça. Náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som também podem acompanhar a crise.

Algumas pessoas apresentam aura antes ou durante a dor. O fenômeno pode incluir pontos luminosos, manchas, formigamentos e outros sintomas neurológicos transitórios. De acordo com o neurologista Marcelo José, professor de Neurologia da Afya Educação Médica Montes Claros, a aura ocorre em cerca de 20% das pessoas com a condição.

Quando a dor exige atendimento urgente

Alterações visuais, dormência ou dificuldade para falar podem aparecer na enxaqueca com aura e se assemelhar a sinais de AVC. Na migrânea, porém, esses sintomas tendem a surgir gradualmente e desaparecer conforme a crise evolui. No AVC, geralmente aparecem de forma súbita e podem persistir.

“Na enxaqueca, os sintomas neurológicos costumam surgir de forma gradual antes da dor. Já no AVC, aparecem de maneira súbita e tendem a persistir”, alerta Marcelo. Fraqueza ou dormência em um lado do corpo e dificuldade repentina para falar exigem atendimento médico de urgência.

Gatilhos e decisão pelo tratamento

Privação de sono, jejum, estresse, falta de atividade física, alterações hormonais, bebidas alcoólicas e mudanças na rotina podem desencadear ou aumentar as crises. Nas mulheres, a queda hormonal antes da menstruação pode influenciar a intensidade da dor.

A necessidade de prevenção depende da frequência e intensidade das crises, do impacto na rotina, do histórico clínico e da resposta a tratamentos anteriores. A escolha do medicamento deve ser individualizada pelo médico, considerando outros remédios em uso e possíveis contraindicações.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 17 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar