Câncer ginecológico: 5 mitos e verdades para conhecer
Setembro em Flor alerta para sinais, fatores hereditários e cuidados relacionados aos cânceres de ovário e endométrio.
Nem todo sintoma ginecológico indica câncer, mas algumas alterações persistentes precisam ser investigadas. Durante o Setembro em Flor, campanha de conscientização sobre cânceres ginecológicos, o alerta se volta para tumores que atingem o colo do útero, os ovários, o endométrio, a vagina e a vulva.
Entre os temas que ainda geram dúvidas estão a idade em que o câncer de ovário aparece, o sangramento após a menopausa, o uso de anticoncepcionais e a influência dos genes BRCA1 e BRCA2. Confira cinco mitos e verdades destacados no material da médica Maria Del Pilar Estevez Diz, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).
1. O câncer de ovário é prevalente em todas as idades
Mito. Embora possa surgir em diferentes faixas etárias, a incidência do câncer de ovário aumenta com o avanço da idade. Dados do programa SEER, do National Cancer Institute (NCI), indicam mediana de 63 anos ao diagnóstico.
Os sinais podem ser pouco específicos, como alterações abdominais ou pélvicas, o que dificulta a identificação precoce. Para mulheres assintomáticas e de risco habitual, não há evidências de benefício na mortalidade com rastreamento populacional feito por CA-125 e ultrassonografia transvaginal. A avaliação deve considerar sintomas, idade e histórico pessoal e familiar.
2. Sangramento após a menopausa pode ser normal
Mito. O sangramento vaginal anormal, especialmente depois da menopausa, é um dos principais sinais associados ao câncer de endométrio e deve ser investigado. Isso não significa que a causa seja necessariamente um tumor, mas a avaliação médica ajuda a esclarecer a origem da alteração.
3. Anticoncepcionais podem influenciar o risco de câncer de ovário
Verdade. Estudos observacionais indicam associação entre o uso de contraceptivos orais e menor risco de câncer de ovário. Segundo o NCI, mulheres que já usaram esses medicamentos apresentam risco de 30% a 50% menor em comparação com aquelas que nunca usaram.
O dado não significa que o anticoncepcional deva ser utilizado para prevenir câncer. A escolha do método precisa ser individualizada, considerando riscos e benefícios.
4. Ter alteração em BRCA1 ou BRCA2 significa desenvolver câncer
Mito. Variantes hereditárias prejudiciais nesses genes aumentam o risco, mas não determinam que a doença irá ocorrer. A estimativa é de que desenvolvam câncer de ovário cerca de 39% a 58% das mulheres com alteração em BRCA1 e 13% a 29% das que têm alteração em BRCA2, contra aproximadamente 1,1% da população geral.
5. O histórico familiar pode orientar a investigação
Verdade. Casos de câncer na família podem ajudar a equipe médica a avaliar a possibilidade de alterações genéticas hereditárias. A ausência de histórico familiar, porém, não elimina essa possibilidade. Testes genéticos e sua interpretação devem ser conduzidos por profissionais capacitados, com aconselhamento genético quando apropriado.
“A conscientização é uma ferramenta importante para reduzir barreiras na jornada das pacientes”, afirma Maria Del Pilar Estevez Diz. A especialista também destaca a importância do acompanhamento periódico, da atenção aos sinais do corpo e da investigação de sintomas persistentes. Diante de qualquer alteração fora do padrão habitual, procure avaliação profissional.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



