Vêneto: viagem pela origem italiana ganha novo roteiro
Projeto criado no Vêneto propõe experiências personalizadas com montanhas, vinhos, gastronomia e memória familiar para brasileiros
Para muitos brasileiros descendentes de italianos, visitar a Itália pode ir além do turismo tradicional, tornando-se uma jornada de reconexão com suas raízes. No Vêneto, região que foi uma das principais origens da imigração italiana para o Brasil no final do século XIX, a ítalo-brasileira Ariela Tamagno criou a Origine Italia, um projeto que oferece experiências personalizadas para pequenos grupos, famílias e viajantes interessados em conhecer a região de forma profunda e autêntica.
A proposta da Origine Italia une turismo slow, gastronomia, vinhos, aldeias históricas, natureza e a memória da imigração italiana, buscando transformar a viagem em uma experiência de pertencimento e significado. O primeiro grupo do projeto já realizou uma viagem com descendentes de italianos que partiram da cidade de Marau, no Rio Grande do Sul, região com forte ligação com o Vêneto.
Uma viagem conectada às raízes
O Vêneto foi uma das regiões italianas que mais contribuíram para a formação das comunidades ítalo-brasileiras, especialmente no Sul do Brasil. Ariela Tamagno destaca que a intenção é que a viagem não seja apenas uma visita turística, mas uma oportunidade para compreender a própria origem por meio do território.
“A ideia é transformar a viagem em uma experiência de significado. Não apenas visitar o Vêneto, mas compreender a própria origem através dele”, afirma Ariela Tamagno, fundadora e idealizadora da Origine Italia.
Montanhas, vinhos e turismo slow
O roteiro inclui visitas aos Alpes e Pré-Alpes italianos, com seus vilarejos de montanha, paisagens naturais e tradições gastronômicas. A curadoria das visitas na zona dos Pré-Alpes vicentinos é feita pela relações-públicas brasileira Gizely Dall’Agnol, que vive na região há dez anos.
Além das montanhas, o Vêneto é reconhecido internacionalmente pela produção de vinhos renomados, como Prosecco, Valpolicella, Amarone, Bardolino e Recioto. O projeto valoriza as mudanças sazonais da paisagem, desde a neve e esportes de inverno até a floração da primavera e as cores do outono.
“Essas montanhas representam um lugar especial para o turismo slow, longe da massa e voltado a experiências autênticas”, comenta Gizely. Os roteiros são adaptáveis para casais, famílias e grupos com diferentes níveis de vínculo com a Itália, proporcionando vivências sob medida.
Experiências desenhadas para cada viajante
Os itinerários podem combinar cultura local, memória familiar, natureza, gastronomia, vinhos, aldeias históricas e experiências de bem-estar. O projeto também contempla pessoas sem origem italiana direta, mas que desejam conhecer o Vêneto de forma mais profunda e significativa.
Assim, a viagem deixa de ser apenas uma passagem por pontos turísticos e se torna uma ponte entre identidade, território e lembranças familiares, especialmente para brasileiros que buscam entender melhor suas próprias raízes.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



