Pesquisa revela subestimação de cuidados preventivos em pets no Brasil
Estudo destaca que 62% dos tutores não valorizam protocolos básicos e há dificuldade em identificar doenças silenciosas e dor em cães e gatos
Levar o pet ao veterinário apenas quando surgem problemas pode comprometer a identificação precoce de doenças. Um estudo realizado pela Boehringer Ingelheim em parceria com o instituto britânico Kynetec revelou que 62% dos veterinários brasileiros percebem que os tutores subestimam a complexidade dos cuidados preventivos básicos.
Divulgada em referência ao Dia Nacional do Médico-Veterinário, celebrado em 9 de setembro, a pesquisa faz parte da campanha global Going Beyond e destaca uma importante diferença de percepção: enquanto muitos tutores veem a consulta veterinária como um evento isolado, os profissionais atuam com foco no acompanhamento contínuo, avaliação de riscos e prevenção ao longo da vida dos animais.
Doenças silenciosas e protocolos básicos pouco valorizados
Entre os aspectos mais negligenciados pelos tutores está o diagnóstico de doenças subclínicas, aquelas detectadas antes do aparecimento de sintomas graves. Segundo o levantamento, 46% dos veterinários que atendem cães e 42% dos que cuidam de gatos apontam essa subestimação.
Além disso, 62% dos veterinários afirmam que os tutores não reconhecem a complexidade envolvida em protocolos básicos como vacinação, desparasitação e controle de infecções, muitas vezes encarando esses procedimentos como simples, sem considerar a avaliação individual de risco feita pelo profissional.
Prevenção adaptada à idade e espécie
O estudo também evidencia que o planejamento preventivo varia conforme a idade e a espécie do animal. Em gatos, 42% dos veterinários destacam que os tutores subestimam a importância desse acompanhamento, especialmente em relação à Doença Renal Crônica (DRC), obesidade e envelhecimento silencioso.
Para cães, 39% dos profissionais relatam falta de planejamento preventivo para condições como artrite, doenças cardíacas, problemas dentários e obesidade, reforçando que o cuidado deve ser personalizado conforme as características individuais do animal.
Dificuldade em identificar dor e comportamento
A pesquisa aponta ainda que 40% dos veterinários de gatos e 31% dos de cães percebem que os tutores têm dificuldade em reconhecer sinais sutis de dor, como redução na frequência de saltos, mudanças discretas na postura ou no comportamento.
A avaliação comportamental, que inclui observação de postura, reatividade e ansiedade, é considerada uma ferramenta clínica essencial para o diagnóstico, mas raramente valorizada pelos tutores, segundo 39% dos veterinários de gatos e 34% dos de cães.
Reconhecimento profissional e desafios da categoria
Apesar de 96% dos tutores e produtores brasileiros declararem valorizar o trabalho dos veterinários, apenas 51% dos profissionais afirmam se sentir efetivamente reconhecidos. Além disso, 42% relatam que o público não percebe as renúncias pessoais e a exaustão física decorrentes da rotina da profissão.
Diego Souza, diretor de Pets da Boehringer Ingelheim no Brasil, destaca que o desafio é conscientizar a sociedade para que a medicina veterinária seja vista como uma parceria contínua, e não apenas uma intervenção em emergências.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



