Pesquisa Ipsos destaca pobreza e desigualdade como desafios para jovens no Brasil
Levantamento global aponta também preocupações com saúde mental, segurança e educação
Pobreza e desigualdade são os principais desafios para os jovens no Brasil, segundo a pesquisa Education Monitor 2026, conduzida pela Ipsos. O tema foi apontado por 43% dos brasileiros, um índice 14 pontos percentuais acima da média dos 31 países pesquisados.
O estudo ouviu 23.537 adultos entre 16 e 74 anos, entre 19 de junho e 3 de julho de 2026, em 31 países. No Brasil, a amostra contou com aproximadamente 1.000 pessoas, caracterizadas como mais urbanas, escolarizadas e/ou afluentes que a população geral, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais.
Desigualdade e saúde mental entre as maiores preocupações
Em 2025, 28% dos brasileiros apontavam pobreza e desigualdade como desafios para os jovens; em 2026, esse percentual subiu para 43%, colocando o Brasil em patamar semelhante a países do sul global como Argentina (48%), Colômbia (47%), Peru (44%) e África do Sul (43%).
A saúde mental aparece em terceiro lugar entre as preocupações no Brasil, citada por 32% da população, junto com a baixa qualidade da educação, mencionada por 33%. Globalmente, a saúde mental lidera a lista, com 33% das menções.
A percepção sobre mobilidade social também é relevante: 39% dos brasileiros acreditam que jovens de origem mais pobre terão um futuro promissor, enquanto 54% discordam, índice alinhado à média global, mas inferior a países como Malásia, Índia e Colômbia.
Esperança no futuro e desejo de oportunidades no exterior
Apesar dos desafios, 56% dos brasileiros acreditam que os jovens terão uma vida melhor do que a de seus pais, superando a média global de 48% e países como Estados Unidos e Alemanha. Contudo, 61% consideram que os jovens teriam mais oportunidades se se mudassem para outro país, percentual próximo à média global.
Segurança física e digital preocupam
Somente 30% dos brasileiros consideram o país seguro para os jovens, índice abaixo da média global de 48%. No ambiente digital, 32% avaliam os espaços on-line como seguros, enquanto 61% discordam.
Além disso, 67% apoiam a proibição do uso de redes sociais por crianças menores de 14 anos, dentro e fora da escola, percentual inferior à média global de 73%.
Educação brasileira é avaliada negativamente, mas ensino superior é valorizado
Quanto à qualidade da educação, 43% dos brasileiros a consideram ruim, contra 32% que a classificam como boa. Ainda assim, metade da população acredita que o sistema educacional contribui para reduzir desigualdades sociais.
O ensino superior mantém forte associação com mobilidade profissional: 70% afirmam que um diploma universitário ajuda a avançar na carreira, e 61% consideram a formação muito importante para o sucesso na vida. Entretanto, apenas 48% avaliam que o custo da graduação oferece boa relação custo-benefício.
Quando questionados sobre o caminho ideal para os jovens, 56% recomendam ingressar primeiro na universidade antes de entrar no mercado de trabalho, percentual acima da média global.
Observação: a amostra brasileira é mais urbana, escolarizada e/ou afluente que a população geral, segundo a Ipsos, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



