O que a balança não mostra sobre a saúde
Nutrição preserva força, autonomia e qualidade de vida, especialmente no envelhecimento
O número exibido na balança conta apenas uma parte da história. Perda de massa muscular, deficiência de nutrientes, redução da força e dificuldades para realizar tarefas do dia a dia podem passar despercebidas quando o foco fica restrito ao peso.
Por isso, o cuidado nutricional não deve ser associado apenas ao emagrecimento. A avaliação de um nutricionista também pode contribuir para a prevenção de doenças, a recuperação após uma internação e a manutenção da autonomia em diferentes fases da vida.
O peso pode parecer estável, mas o corpo muda
Com o avanço da idade, o organismo passa por transformações que alteram as necessidades nutricionais. Mudanças no apetite, no paladar, na mastigação, na absorção de nutrientes e na composição corporal podem exigir adaptações na alimentação, mesmo quando o peso não sofre grandes alterações.
Dados do Ministério da Saúde indicam que aproximadamente 12% das pessoas idosas estão abaixo do peso adequado, enquanto mais da metade apresenta excesso de peso. Embora sejam situações diferentes, ambas exigem atenção porque podem estar relacionadas a desequilíbrios nutricionais e impactos sobre a saúde e a independência.
“O nutricionista não atua apenas quando existe uma condição de saúde ou quando o objetivo é emagrecer. A alimentação influencia diferentes processos do organismo e pode contribuir para a prevenção, o controle de condições já existentes e a preservação da capacidade funcional”, explica Giselli Prucoli, nutricionista da MedSênior.
Força e autonomia também dependem da alimentação
A ingestão adequada de proteínas, vitaminas, minerais, fibras e líquidos ajuda a preservar a massa muscular, a saúde óssea, a disposição e a força. Esse cuidado também pode contribuir para prevenir a desnutrição e a sarcopenia, caracterizada pela perda progressiva de massa e força muscular.
Sem acompanhamento, essas alterações podem avançar até interferirem em atividades simples, como caminhar, levantar-se de uma cadeira, subir escadas ou realizar tarefas sem ajuda. “Envelhecer com saúde está diretamente relacionado à possibilidade de continuar fazendo escolhas e realizando as atividades do dia a dia com independência”, afirma Giselli.
Quando buscar orientação nutricional?
Não é preciso esperar uma mudança importante no peso ou uma alteração nos exames para procurar ajuda. O acompanhamento pode ser preventivo e revisto quando houver mudanças na rotina, no estado de saúde, no apetite ou na capacidade funcional.
- Prevenir ou controlar diabetes, hipertensão e colesterol elevado;
- Identificar perda de peso ou de massa muscular;
- Adaptar a alimentação às mudanças do envelhecimento;
- Ajustar o consumo de nutrientes e líquidos;
- Recuperar o estado nutricional depois de uma internação;
- Preservar força, autonomia e qualidade de vida.
Mais do que indicar o que deve ou não estar no prato, o nutricionista ajuda a construir um plano possível para a rotina, considerando preferências, necessidades e objetivos individuais. O cuidado, portanto, não começa nem termina na balança: também aparece na disposição para caminhar, na recuperação e na independência para viver o cotidiano.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



