Aos 60+, aprender e trabalhar ganham novos significados
Com mais pessoas 60+ ativas, aprendizado, convivência e cuidado com a saúde cerebral passam a fazer parte de uma nova rotina.
Envelhecer já não combina com a ideia de parar. No Brasil, cerca de 35 milhões de pessoas têm 60 anos ou mais, o equivalente a aproximadamente 16,6% da população, segundo dados do IBGE. Com uma população mais longeva e ativa, aprender, trabalhar, fazer planos e cultivar novas relações passam a ocupar espaço importante na rotina depois dos 60.
Essa mudança aparece em diferentes áreas da vida. O público 60+ tem buscado cursos, atividades de convivência e desafios que ajudem a manter a autonomia e a participação social. A chamada economia da longevidade também altera a forma como empresas, cidades e serviços enxergam essa parcela da população.
Mais pessoas continuam trabalhando
Dados do IBGE indicam que 8,3 milhões de pessoas com 60 anos ou mais estavam ocupadas em 2024. O número representa 24,4% dessa população e é o maior nível de ocupação da série histórica iniciada em 2012.
Entre quem tem de 60 a 69 anos, o índice chegou a 36,2%. Na prática, esses números reforçam que os 60 anos não significam necessariamente o encerramento da vida profissional. Para muitas pessoas, essa fase inclui atualização, novos projetos e a continuidade de uma trajetória construída ao longo de décadas.
Estimulação cognitiva também é convivência
Outro movimento é a procura por atividades voltadas à memória, ao foco e ao raciocínio. Segundo a rede Supera – Estimulação Cognitiva, mais de 22 mil alunos com mais de 60 anos participam das atividades oferecidas pela empresa. A rede afirma ainda ter dez alunos centenários.
“Nos últimos anos, percebemos um crescimento significativo da presença de pessoas 60+ nas nossas unidades. E temos também dez alunos centenários, o que mostra que não existe uma idade limite para continuar aprendendo, se desafiando e participando de atividades que estimulem o cérebro e promovam interação social”, afirma Bárbara Perpétuo, vice-presidente do Supera.
Além dos exercícios cognitivos, a proposta reúne socialização, inserção digital e contato com novos desafios. Esses aspectos podem ser especialmente relevantes para quem deseja manter uma rotina ativa e ampliar a rede de convivência.
O cuidado com o cérebro começa antes dos sinais
Para Patrícia Lessa, diretora pedagógica do Supera, a estimulação cognitiva pode integrar uma rotina mais ampla de cuidados. “Ela é uma das possibilidades dentro de uma rotina mais ampla de cuidado com a saúde do cérebro, que também envolve atividade física, sono adequado, alimentação equilibrada, relações sociais e aprendizado contínuo”, explica.
A ideia é olhar para o envelhecimento pelas possibilidades, não apenas pelas perdas. Aprender algo novo, manter vínculos, movimentar o corpo e cuidar do descanso são atitudes que podem acompanhar diferentes fases da vida — inclusive depois dos 60.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



