Mordida de cachorro gera conta de R$ 84 mil nos EUA

Caso em Orlando evidencia os altos custos de emergências médicas para brasileiros sem seguro viagem

Durante uma viagem a Orlando, nos Estados Unidos, uma mordida de cachorro resultou em uma conta hospitalar estimada em US$ 17 mil, aproximadamente R$ 84 mil. A brasileira Débora Rocha precisou de atendimento de urgência em maio deste ano, e o valor incluía vacinas avaliadas em cerca de US$ 2,5 mil cada, aplicação de imunoglobulina estimada em US$ 4 mil e uma taxa hospitalar próxima de US$ 5 mil pelo atendimento inicial no pronto-socorro. Felizmente, o custo foi coberto pelo seguro viagem contratado, que oferecia cobertura de até US$ 175 mil para despesas médicas.

Custos elevados de atendimento médico nos EUA

O sistema de saúde dos Estados Unidos está entre os mais caros do mundo. Dados do Department of Health and Human Services indicam que uma visita ao pronto-socorro pode custar entre US$ 1,5 mil e US$ 3,5 mil, enquanto uma tomografia varia de US$ 1,2 mil a US$ 3 mil. Procedimentos mais complexos, como uma cirurgia de apendicite, podem alcançar até US$ 50 mil, e o tratamento de fraturas fica, em média, entre US$ 4 mil e US$ 8 mil.

Além disso, situações comuns durante viagens, como quedas, intoxicação alimentar, crises alérgicas e desidratação, podem demandar atendimento médico emergencial, gerando despesas significativas.

Seguro viagem: proteção recomendada, mas não obrigatória

Embora o seguro viagem não seja obrigatório para brasileiros que entram nos Estados Unidos, ele é considerado uma proteção essencial. A cobertura pode incluir despesas médicas e hospitalares, assistência 24 horas, traslado médico, repatriação, extravio de bagagem e proteção contra cancelamento ou interrupção da viagem.

O perfil dos viajantes brasileiros para os EUA tem se diversificado, com aumento de jovens e adolescentes participando de intercâmbios, competições esportivas, viagens de formatura e programas acadêmicos de curta duração. Embora não existam dados oficiais sobre o crescimento desse público, operadoras de turismo e seguradoras têm observado essa tendência.

Cuidados antes de embarcar

Hugo Reichenbach, sócio e diretor de operações da Real Seguro Viagem, recomenda que os viajantes verifiquem se a apólice contratada é adequada ao perfil e às atividades planejadas. “É recomendável verificar se a apólice contempla atividades como prática de esportes, intercâmbios e excursões”, afirma.

  • Confira o limite para despesas médicas e hospitalares;
  • Verifique as regras para esportes, excursões e intercâmbios;
  • Mantenha o número da apólice e o telefone da assistência no celular;
  • Leve também uma versão impressa desses dados.

Manter essas informações acessíveis pode evitar que a família tenha que arcar com despesas inesperadas em situações de emergência. O caso de Débora Rocha em Orlando reforça a importância de incluir o seguro viagem no planejamento financeiro da viagem, junto com passagens, hospedagem e demais custos.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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