Biquíni e autoestima: a importância da modelagem na moda praia
Setembro destaca como conforto e respeito ao corpo transformam a relação com a moda praia
Antes mesmo de chegar à praia, muitas mulheres se perguntam: “Será que meu corpo é um corpo de biquíni?” Por décadas, a moda praia esteve associada a um padrão estético restrito, tornando o biquíni um gatilho frequente de insegurança feminina. Dados brasileiros indicam que 30,2% das pessoas sentem insatisfação com o próprio corpo, sendo essa condição mais comum entre mulheres. Entre adolescentes, a percepção negativa da imagem corporal está ligada à baixa autoestima, especialmente entre meninas.
Quando a roupa respeita o corpo
Em setembro, mês dedicado à saúde emocional, especialistas ressaltam que a autoestima também passa pela forma como nos vestimos. Karine Strapazzon, especialista em modelagem e fundadora da Arsie, destaca que a maior transformação na moda praia foi abandonar a busca pelo corpo ideal para focar em corpos reais.
“Durante muito tempo, o biquíni foi tratado como uma peça feita para poucos corpos. Hoje entendemos que a função da modelagem não é fazer a mulher caber na roupa, mas fazer a roupa respeitar o corpo dela. Essa mudança parece simples, mas muda completamente a experiência de quem veste.”
Essa evolução se traduz em modelagens que priorizam sustentação, cobertura, conforto e liberdade de movimento, rompendo com a ideia de que peças menores são mais desejáveis. Uma modelagem adequada permite que a mulher aproveite o momento de lazer sem preocupações constantes com ajustes na roupa.
Karine reforça: “Quando uma mulher passa o dia inteiro ajustando a alça, puxando a calcinha ou preocupada se a peça saiu do lugar, ela deixa de viver aquele momento. Uma boa modelagem devolve justamente essa tranquilidade: a roupa desaparece e a experiência vira protagonista.”
Adolescência e moda praia: um olhar cuidadoso
O tema ganha ainda mais relevância na adolescência, fase marcada por intensas transformações físicas e emocionais. Pesquisas brasileiras indicam que jovens com insatisfação corporal têm maior probabilidade de desenvolver baixa autoestima, o que torna essencial oferecer referências acolhedoras.
Karine destaca que criar uma linha teen exige um olhar diferenciado, focado em proteção, estabilidade e conforto para corpos em formação. “A menina não precisa escolher entre estar na moda e se sentir segura. Quando criamos uma peça com mais cobertura ou uma alça que oferece estabilidade, não estamos escondendo o corpo dela; estamos permitindo que ela tenha liberdade para brincar, nadar e aproveitar esse momento com confiança.”
O verdadeiro corpo de praia
A moda praia não resolve inseguranças sozinha, mas pode deixar de reforçá-las ao considerar a diversidade dos corpos e suas necessidades. Assim, o biquíni deixa de ser símbolo de um padrão único e passa a representar o direito de viver o verão com autoestima e liberdade.
O verdadeiro corpo de praia é, portanto, aquele que merece estar na praia, com conforto e segurança para aproveitar a experiência plenamente.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



