Ataques em Kiev deixam mortos e afetam saúde mental de civis
Ofensiva na região de Kiev matou ao menos 51 pessoas e feriu quase 100 entre 27 de agosto e 3 de setembro, segundo autoridades locais.
Entre 27 de agosto e 3 de setembro, ataques intensos contra Kiev e seus arredores na Ucrânia resultaram em pelo menos 51 mortes e quase 100 feridos, conforme relatórios das autoridades locais. A sequência de explosões também interrompeu serviços essenciais e agravou o desgaste emocional da população que vive sob alertas constantes.
De acordo com Médicos Sem Fronteiras (MSF), mísseis e drones atingiram prédios residenciais, instalações médicas e armazéns de suprimentos farmacêuticos, alimentos e bens de consumo, configurando uma clara violação do direito internacional humanitário. A organização condena os ataques contra infraestruturas civis e áreas residenciais densamente povoadas.
Ferimentos graves e reabilitação imediata
Artem*, paciente atendido por MSF, foi ferido durante um ataque a um armazém de alimentos no vilarejo de Pohreby, na região de Kiev. Ele relata: “Vi o chão tremer, vi meu próprio sangue escorrendo e comecei a me arrastar em direção a um abrigo”.
Ele sofreu uma fratura na perna direita, rompimento de um tendão na esquerda e ferimentos causados por estilhaços em todo o corpo. O torniquete foi aplicado a tempo, e Artem foi levado a um hospital, onde passou por cirurgia e iniciou a reabilitação de fase aguda.
Atualmente, Artem está aprendendo a caminhar com o auxílio de um andador e recebe acompanhamento psicológico. Maksym Riabokon, supervisor de fisioterapia de MSF, destaca a importância de iniciar a reabilitação o mais rápido possível e colocar o paciente em posição vertical para evitar complicações como atrofia muscular, pneumonia congestiva e prejuízos no funcionamento do trato gastrointestinal. O objetivo é promover a autonomia e independência do paciente.
Impactos na saúde mental e rotina
Além dos ferimentos físicos, os constantes alertas de ataques aéreos e explosões têm provocado exaustão e ansiedade entre os moradores. A circulação pela cidade está dificultada devido ao fechamento de pontes e à suspensão de algumas estações de metrô.
Lesia Martseniuk, supervisora de saúde mental de MSF, afirma que as famílias enfrentam níveis elevados de estresse. Atividades escolares e de creches são interrompidas durante os alertas, enquanto pais e mães se preocupam com a segurança dos filhos.
“As noites sem dormir, marcadas pelo som de grandes explosões, e a ansiedade constante são sentidas profundamente pelas equipes de MSF e suas famílias em Kiev”, relata a organização.
*O nome do paciente foi alterado para preservar seu anonimato.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



