Setembro Amarelo 2026 destaca importância do cuidado especializado em saúde mental
Campanha da ABRATA e Viatris reforça que avaliação clínica é essencial para diagnóstico e tratamento adequados
Identificar mudanças no sono, na concentração, na energia ou no humor pode ser um primeiro passo para buscar ajuda. No entanto, reconhecer sinais não equivale a fechar um diagnóstico, destaca a campanha de Setembro Amarelo 2026 “Bem Me Quer, Bem Me Quero”, promovida pela Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA) e pela Viatris.
Em sua sexta edição, a iniciativa tem como tema “O cuidado especializado fortalece a saúde mental” e chama atenção para a etapa que sucede a percepção dos sintomas: a investigação clínica. O objetivo é reforçar o papel dos profissionais qualificados, especialmente psiquiatras, na compreensão do histórico individual e na definição da abordagem terapêutica mais adequada.
Por que o autodiagnóstico pode ser insuficiente
Sintomas como preocupação persistente, alterações no sono, dificuldade de concentração, palpitações e falta de ar podem estar presentes em diversas condições. Por isso, a avaliação deve considerar o conjunto de sinais, sua duração, o sofrimento associado e o impacto na rotina do paciente.
Embora questionários e instrumentos de rastreamento validados possam indicar a possibilidade de um transtorno, eles não substituem uma avaliação clínica abrangente. A informação disponível na internet pode ajudar a reconhecer mudanças no bem-estar emocional, mas não deve ser usada como única base para a escolha do tratamento.
Acesso desigual a psiquiatras no Brasil
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com alguma condição de saúde mental, o que corresponde a cerca de 14% da população mundial. Ansiedade e depressão são as condições mais prevalentes, afetando 4,4% e 4,0% da população global, respectivamente.
No Brasil, há 13.581 psiquiatras, o que representa uma média de 6,69 profissionais por 100 mil habitantes, segundo a Demografia Médica no Brasil 2025. Contudo, a distribuição desses especialistas é desigual: quase três em cada quatro atuam nas regiões Sudeste e Sul, enquanto o Norte concentra apenas 2,4% desses profissionais.
Cuidado contínuo durante o tratamento
Neila Campos, presidente da ABRATA, ressalta que a busca por ajuda muitas vezes começa antes mesmo de a pessoa conseguir nomear o que está sentindo. “A informação pode ajudar as pessoas a reconhecer quando é hora de buscar ajuda, mas o cuidado precisa considerar a história de cada pessoa, o impacto dos sintomas em sua vida e suas necessidades ao longo do acompanhamento”, afirma.
A campanha destaca ainda que o acompanhamento não termina na primeira avaliação. Observar a evolução dos sintomas e realizar ajustes quando necessário são partes essenciais do cuidado especializado. A mensagem central é clara: a informação abre caminho, mas a avaliação clínica transforma esse primeiro passo em um cuidado individualizado e eficaz.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



