Selo ERER certifica 111 escolas do Paraná por ações étnico-raciais em 2026

Número de escolas certificadas quase quintuplica desde 2024, valorizando culturas afro-brasileira, africana e indígena

Na quarta-feira (2), 111 escolas da rede estadual do Paraná foram certificadas com o Selo ERER Enedina Alves Marques 2026, que reconhece instituições que promovem ações de educação para as relações étnico-raciais. A certificação valoriza a história e as culturas afro-brasileira, africana e indígena, além de fortalecer o combate ao racismo no ambiente escolar.

Este número representa um crescimento expressivo em relação à primeira edição do selo, realizada em 2024, quando 24 escolas receberam o reconhecimento. Ao todo, 256 instituições se inscreveram para a edição atual, que ocorre a cada dois anos e tem validade pelo mesmo período.

O que é o Selo ERER?

O Selo ERER, sigla para Educação para as Relações Étnico-Raciais, foi criado pela Coordenação de Diversidade e Direitos Humanos do Departamento de Educação Inclusiva da Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR). Ele reconhece práticas permanentes desenvolvidas nas escolas que promovem a valorização das culturas afro-brasileira, africana e indígena, além de ações de enfrentamento ao racismo.

A iniciativa está alinhada às leis federais 10.639/2003 e 11.645/2008, que tornaram obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena na Educação Básica. O selo homenageia Enedina Alves Marques, nascida em Curitiba em 1913, primeira mulher engenheira civil no Paraná e primeira engenheira negra do Brasil.

Critérios de avaliação das escolas

A certificação avalia três aspectos principais do trabalho das instituições:

  • Inclusão da educação para as relações étnico-raciais no currículo e no Projeto Político-Pedagógico (PPP);
  • Uso de recursos e materiais didáticos que abordem a temática;
  • Gestão e organização dos espaços escolares que ampliem a representatividade e o sentimento de pertencimento dos estudantes.

Essa avaliação considera desde murais e ambientes escolares até iniciativas que promovam uma representação positiva de pessoas negras e povos indígenas. Segundo Galindo Pedro Ramos, técnico-pedagógico de Educação para as Relações Étnico-Raciais do Departamento de Educação Inclusiva, “a ideia é criar possibilidades para que os estudantes se vejam naquele lugar de maneira positiva e se sintam pertencentes àquele espaço. Isso é fundamental”.

Ampliação da adesão e impacto

O crescimento do número de escolas certificadas indica que a temática das relações étnico-raciais está sendo incorporada de forma mais estruturada no planejamento das instituições. A articulação com os Núcleos Regionais de Educação e as Equipes Multidisciplinares para a Educação das Relações Étnico-Raciais tem contribuído para esse avanço.

Para o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, “quando a escola trabalha a educação para as relações étnico-raciais de forma contínua, amplia a compreensão dos estudantes sobre a nossa formação histórica e cultural e fortalece o respeito às diferenças”.

O selo reforça o compromisso das escolas com a valorização da diversidade e o combate ao racismo, promovendo um ambiente escolar mais inclusivo e representativo.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 42 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar