Dados de saúde: o novo ativo estratégico na medicina

Hapvida e MedHub lideram a transformação dos registros clínicos em inteligência para decisões e pesquisas

O setor de saúde está passando por uma transformação significativa: o foco não está mais apenas na coleta de dados, mas na capacidade de conectar registros clínicos dispersos para gerar inteligência estratégica. Hospitais, laboratórios e operadoras acumulam milhões de informações a cada consulta, exame e procedimento, que agora começam a ser integradas para otimizar a gestão, apoiar pesquisas e identificar novas oportunidades de negócio.

Um exemplo dessa mudança é a parceria anunciada em junho pela Hapvida com a portuguesa Promptly Health. Essa colaboração visa integrar a estrutura de pesquisa clínica da operadora a uma rede internacional que conecta dados de saúde de mais de 70 milhões de pessoas em diversos países europeus. Segundo Rodrigo Sardenberg, diretor de pesquisa clínica da Hapvida, o Brasil possui uma “riqueza extraordinária de dados clínicos” que ainda é pouco explorada pela pesquisa internacional. A iniciativa busca ampliar o uso dessas informações em estudos sobre tratamentos, medicamentos e desfechos clínicos.

Conectando dados para decisões estratégicas

Apesar do grande volume de dados gerados, muitas informações permanecem isoladas em diferentes sistemas e áreas, como exames laboratoriais, atendimentos médicos e procedimentos. Essa fragmentação dificulta a análise integrada necessária para identificar gargalos, demandas e oportunidades.

Para enfrentar esse desafio, a MedHub desenvolveu uma estrutura que conecta esses dados e os transforma em indicadores úteis para decisões de eficiência, governança e desenvolvimento de novos serviços. A operação da MedHub processa mais de 700 mil exames e 110 mil atendimentos médicos por mês, envolvendo uma rede de mais de 2 mil profissionais de saúde.

Márcio Oliveira, especialista em desenvolvimento de novos negócios na área de saúde, destaca que “integrar essas informações permite enxergar o que os dados isolados não mostram: onde estão os gargalos, em quais períodos há maior demanda, como distribuir melhor equipes e recursos e até quais serviços podem ser aprimorados ou criados”. Essa abordagem transforma os dados de simples registros em ferramentas para orientar decisões estratégicas.

Potencial econômico e desafios

Além do impacto operacional e clínico, a monetização dos dados de saúde representa uma oportunidade econômica significativa. Um estudo da consultoria L.E.K., divulgado pelo Futuro da Saúde, projeta que o mercado global de monetização desses dados pode movimentar cerca de US$ 900 milhões em 2028, com a América Latina respondendo por 10% a 20% desse total.

No entanto, o crescimento desse mercado depende não apenas da quantidade de dados disponíveis, mas da capacidade de definir quais informações são relevantes, como cruzá-las e quais decisões podem ser tomadas a partir delas. Isso torna essenciais a governança, a segurança e o uso responsável dos dados.

Assim, a vantagem competitiva no setor de saúde começa a migrar de quem acumula mais dados para quem consegue interpretá-los e transformá-los em inteligência estratégica. Para pacientes, profissionais e empresas, essa evolução promete influenciar desde a organização do atendimento até o desenvolvimento de pesquisas e novos serviços.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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