Golpe do bilhete premiado: como identificar e evitar

Criminosos usam promessa de dinheiro fácil, urgência e até violência para enganar vítimas; veja os sinais de alerta e como se proteger.

O golpe do bilhete premiado, uma fraude antiga, ainda causa prejuízos significativos em várias regiões do Brasil. Recentemente, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul alertou para novos casos, incluindo uma vítima que perdeu R$ 750 mil após ser abordada por criminosos em via pública. Outros episódios ocorreram em São Paulo e Santa Catarina, envolvendo principalmente pessoas idosas.

Em São Paulo, uma quadrilha foi presa em julho após aplicar o golpe, que causou prejuízo de cerca de R$ 47 mil a uma idosa de 84 anos. Em Tubarão, Santa Catarina, uma mulher de 75 anos foi vítima em maio, o que motivou uma operação conjunta das polícias civis catarinense e gaúcha.

Como o golpe funciona

Segundo Lívia Silva, gerente de Prevenção a Fraudes do Banco Mercantil, o golpe geralmente começa com um criminoso abordando a vítima em local público, alegando possuir um bilhete premiado, mas apresentando alguma justificativa para não poder receber o valor. Em seguida, uma segunda pessoa aparece, finge não conhecer o primeiro golpista e ajuda a tornar a história mais convincente.

A vítima é então induzida a realizar saques, depósitos ou transferências, com a promessa de receber parte ou todo o valor do suposto prêmio. “O golpe se apoia principalmente na engenharia social. Os criminosos criam uma situação que parece vantajosa e usam elementos de confiança e urgência para reduzir o tempo de reflexão da vítima”, explica Lívia.

Investigações recentes também indicam que os criminosos têm adotado abordagens mais agressivas. Em maio, a Polícia Civil de São Paulo prendeu um homem suspeito de liderar uma quadrilha que obrigava vítimas, geralmente idosas, a entrar em veículos, onde eram ameaçadas.

Sinais de alerta

  • Promessa de prêmio ou dinheiro fácil condicionada a pagamento;
  • Pedido para acompanhar desconhecidos até uma agência bancária;
  • Pressão para decidir rapidamente ou manter segredo;
  • Solicitação de saques, depósitos, transferências ou valores de garantia;
  • Tentativa de obter senhas, cartões, documentos ou informações bancárias;
  • Convite para entrar no carro de desconhecidos.

Como se proteger

Não existe motivo legítimo para que uma pessoa desconhecida peça dinheiro como condição para dividir ou liberar um prêmio. Ao identificar uma situação suspeita, interrompa a conversa, não siga orientações de terceiros e procure alguém de confiança. Também é importante buscar os canais oficiais da instituição financeira, evitando contatos fornecidos pelos golpistas.

“Segurança também passa por informação. Quanto mais as pessoas conhecem a dinâmica dos golpes e conversam sobre essas situações com familiares e pessoas próximas, maiores são as chances de identificar uma tentativa antes que haja prejuízo”, conclui Lívia Silva.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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