Interoperabilidade na Saúde amplia desafios para segurança digital

Integração entre instituições de saúde agiliza atendimento, mas exige cuidado com dados clínicos

A interoperabilidade no setor de saúde, que permite a troca de informações clínicas entre hospitais, laboratórios, operadoras e órgãos públicos, tem o potencial de melhorar diagnósticos, agilizar atendimentos e garantir a continuidade do cuidado ao paciente. No Brasil, a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) já unifica dados da rede pública, formando uma base digital do histórico clínico dos pacientes.

O próximo passo é integrar esses dados ao ecossistema privado de saúde, respeitando normas rigorosas de segurança e as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Essa integração amplia a circulação das informações por diferentes sistemas, profissionais e dispositivos médicos, o que traz benefícios, mas também aumenta a complexidade da proteção desses dados.

Desafios da segurança digital na saúde integrada

Além da infraestrutura tecnológica, o principal desafio está no comportamento humano. Credenciais compartilhadas, permissões excessivas, uso inadequado de aplicações em nuvem e falhas na definição de acessos podem expor informações sensíveis mesmo em ambientes protegidos tecnicamente.

Um levantamento recente da Netskope Threat Labs revela que 89% das violações de políticas de dados envolvendo aplicações de inteligência artificial generativa no setor de saúde estão relacionadas a informações regulamentadas, como prontuários e dados clínicos. A pesquisa também indica que 43% dos profissionais utilizam contas pessoais de IA generativa no ambiente de trabalho, e que dados regulamentados representam 82% das violações associadas a aplicações pessoais de nuvem.

Governança e gestão do risco humano

Proteger dados na saúde vai além da conformidade regulatória e da segurança da infraestrutura. É fundamental entender como os profissionais acessam, compartilham e utilizam as informações no dia a dia, pois decisões operacionais aparentemente simples podem comprometer a segurança de toda a cadeia de dados.

Informações clínicas contêm dados sensíveis sobre tratamentos, diagnósticos e aspectos íntimos da vida dos pacientes, o que exige políticas claras de governança para controlar o acesso e o uso dessas informações. A gestão do risco humano deve integrar a estratégia de proteção, indo além da conscientização para incluir práticas que minimizem a exposição ao risco.

Assim, o avanço da interoperabilidade na saúde digital traz benefícios importantes, mas demanda uma atenção constante à segurança digital, especialmente no que diz respeito ao comportamento dos usuários e à governança dos dados.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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