ANS amplia cobertura de mamografia digital para além dos 70 anos

Exclusão da Diretriz nº 52 permite exame sem limite de idade nos planos de saúde, aguardando formalização

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou a exclusão da Diretriz de Utilização nº 52 (DUT 52), que desde 2016 restringia a cobertura obrigatória da mamografia digital a mulheres entre 40 e 69 anos nos planos de saúde. A decisão, tomada em 25 de agosto após consulta pública e discussões com entidades médicas como a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), ainda aguarda formalização para entrar em vigor.

Com a exclusão da DUT 52, a expectativa é que a mamografia digital possa ser realizada sem limite de idade ou gênero, desde que haja indicação médica. A restrição anterior impedia a cobertura para mulheres acima de 69 anos, o que, segundo especialistas, dificultava o diagnóstico precoce do câncer de mama em pacientes idosas.

Importância da mudança

Thais Paiva Moraes, mastologista e coordenadora da Comissão de Imagenologia Mamária da SBM, destaca que a retirada da diretriz alinha a cobertura obrigatória à prática clínica atual. “A retirada desta diretriz de utilização vem para alinhar a prática clínica atual com a obrigatoriedade de cobertura de um exame tão importante e minimizar as negativas de atendimento para pacientes fora da faixa de 40 a 69 anos e também com alguma necessidade clínica específica”, afirma.

Dados do DATASUS indicam que, entre 2015 e 2024, foram registrados 162.471 casos de câncer de mama em mulheres idosas no Brasil, com 93.852 mortes. A restrição da cobertura fazia com que algumas pacientes arcassem com o custo do exame, enquanto em outros casos médicos e serviços assumiam o ônus.

Impacto para os planos de saúde

Até a formalização da decisão, a cobertura segue as regras vigentes. Após a atualização, espera-se reduzir as negativas para pacientes fora da faixa etária anterior, mas com indicação clínica para a mamografia digital. A exclusão da DUT 52 deve minimizar atrasos no diagnóstico causados por negativas de cobertura.

Contexto tecnológico

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 99,75% dos mamógrafos avaliados no Brasil são digitais, reforçando a relevância da ampliação da cobertura para a detecção precoce do câncer de mama.

Enquanto a formalização não ocorre, recomenda-se que pacientes consultem seus médicos e operadoras para confirmar a disponibilidade do exame e os procedimentos necessários.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 25 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar