Falta de ferro após a menopausa exige investigação

Deficiência de ferro em adultos pode estar ligada a sangramentos ocultos ou má absorção, e não apenas à alimentação; entenda os sinais e cuidados.

A falta de ferro em adultos nem sempre significa que a alimentação está pobre nesse mineral. Em homens e mulheres após a menopausa, a deficiência pode estar relacionada a perdas de sangue não perceptíveis ou à dificuldade de absorção pelo sistema digestivo — situações que merecem investigação médica.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a deficiência de ferro é a principal carência nutricional no mundo e afeta mais de 1,2 bilhão de pessoas. A hematologista Juliana Sobreira, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, alerta que a causa não deve ser presumida sem avaliação.

“Quando um adulto apresenta deficiência de ferro, é importante entender a causa. Em homens e mulheres após a menopausa, por exemplo, é preciso investigar se existe alguma perda de sangue ou dificuldade de absorção antes de concluir que o problema está apenas na alimentação”, afirma.

Por que a origem da deficiência importa?

O ferro participa da produção das hemácias, células responsáveis por transportar oxigênio pelo corpo. O organismo mantém estoques do mineral e reaproveita boa parte do ferro utilizado diariamente. Por isso, em um adulto saudável, uma dieta pobre em ferro, isoladamente, raramente explica a deficiência.

A reposição pode elevar os níveis do nutriente temporariamente, mas não necessariamente resolve a causa. Se houver uma perda contínua, o problema pode persistir mesmo com o uso de ferro.

Entre as possibilidades investigadas estão:

  • perdas de sangue pelo trato gastrointestinal;
  • úlceras gástricas e doenças inflamatórias intestinais;
  • doença celíaca, divertículos e angiectasias;
  • tumores e alterações após cirurgias no sistema digestivo, incluindo procedimentos bariátricos.

De acordo com a indicação médica, a avaliação pode envolver pesquisa de sangue nas fezes, endoscopia e colonoscopia. A hematologista reforça: “Se existe uma perda contínua, repor o ferro sem descobrir a causa da perda pode não resolver o problema. Por isso, nesses pacientes, a investigação da causa faz parte do tratamento”.

Alimentos que ajudam na ingestão de ferro

Carnes, especialmente as vermelhas, fígado, frango e peixe são fontes de ferro de melhor absorção. Feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha e vegetais verde-escuros também fornecem o mineral.

Incluir vitamina C na refeição — presente em alimentos como laranja, goiaba, acerola, kiwi, morango, tomate e pimentão — pode favorecer o aproveitamento do ferro. Já café, chá e alimentos ricos em cálcio podem dificultar sua absorção quando consumidos junto às principais refeições. Leite, queijos e iogurtes podem ser deixados para outros horários.

A alimentação é uma aliada, mas a deficiência de ferro em adultos, especialmente após a menopausa, não deve ser tratada apenas com mudanças no cardápio. A investigação da causa é parte importante do cuidado.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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