Mulheres representam 77% dos achados de esclerose múltipla em 2026
Levantamento da FIDI destaca predominância feminina e perfil etário dos achados em exames de ressonância magnética
De acordo com dados da Fundação Integrada de Diagnóstico, Pesquisa, Educação e Inovação em Saúde (FIDI), as mulheres representaram 77% dos achados relacionados à esclerose múltipla (EM) identificados em exames de ressonância magnética realizados entre janeiro e junho de 2026. Essa participação feminina aumentou 14,2 pontos percentuais em comparação ao mesmo período de 2025, quando correspondia a 62,7%.
O levantamento, divulgado próximo ao Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, celebrado em 30 de agosto, também apontou uma redução de 5,5% no total de achados relacionados à doença no primeiro semestre de 2026 em relação ao ano anterior.
Metodologia e interpretação dos dados
Os dados foram obtidos por meio da análise de exames de ressonância magnética e da identificação, nos laudos, de termos associados a possíveis achados da esclerose múltipla. É importante destacar que esses registros não correspondem, isoladamente, a diagnósticos confirmados da doença.
Segundo o Dr. Harley De Nicola, superintendente médico da FIDI, "a maior frequência da esclerose múltipla entre mulheres é um padrão conhecido e observado em diferentes populações. Não existe uma explicação única para essa diferença, já que fatores genéticos, hormonais, imunológicos e ambientais são estudados para entender por que o público feminino apresenta maior suscetibilidade à doença".
Perfil etário dos achados
O levantamento também revelou mudanças na distribuição dos achados por faixa etária. A proporção de adultos entre 19 e 59 anos aumentou de 60,9% no primeiro semestre de 2025 para 75% no mesmo período de 2026. Já a participação de idosos caiu de 27,3% para 14,4%, e a de adolescentes, de 6,4% para 2,9%.
Esses dados reforçam que a esclerose múltipla costuma atingir principalmente adultos jovens, embora possa se manifestar também em adolescentes e pessoas mais velhas.
Exames de ressonância magnética predominantes
Os exames de ressonância magnética de crânio e de coluna cervical concentraram a maior parte dos achados nos dois períodos analisados. No primeiro semestre de 2026, a ressonância de crânio respondeu por 63,5% dos registros, enquanto a de coluna cervical representou 29,8%, totalizando 93,3% dos achados. Em 2025, essa soma foi de 94,6%.
Esses exames são fundamentais para identificar lesões no cérebro e na medula espinhal, auxiliando tanto no diagnóstico quanto no acompanhamento da atividade da doença.
Importância da avaliação clínica
A esclerose múltipla é uma doença crônica e autoimune que afeta o sistema nervoso central, causando danos à mielina, a camada que protege as fibras nervosas. Os sintomas podem variar e incluir alterações visuais, perda de força, formigamento, fadiga, dificuldades de equilíbrio e alterações cognitivas.
Como esses sintomas também podem estar presentes em outras condições, um achado na ressonância magnética não confirma, por si só, o diagnóstico da esclerose múltipla. Conforme explica o Dr. Harley, "a ressonância magnética nos oferece informações muito importantes, mas uma imagem, sozinha, não fecha o diagnóstico. A confirmação depende da combinação entre avaliação clínica, exame neurológico e outros exames complementares. Em caso de sintomas persistentes ou recorrentes, a orientação é buscar avaliação médica".
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



